Variante humana da doença das vacas loucas pode ter tratamento

Paciente com Creutzfeldt-Jakob submetida a tratamento apresenta melhoras

13 agosto 2001
  |  Partilhar:

Há uma ano atrás, a inglesa Rachel Forber, de 20 anos, não conseguia andar, falar ou comer sozinha. Os médicos diagnosticaram a doença de Creutzfeldt-Jakob e deram-lhe apenas um ano de vida.
 

 

Mas o seu pai, Stephen, decidiu recorrer ao professor Stanley Prusiner, laureado com prémio Nobel de Medicina em 1997 por ter identificado o prião que origina a Encefalopatia Espongiforme Bovina, (conhecida também como doença das vacas loucas) e a sua variante nos seres humanos.
 

Um ano depois, as melhoras são surpreendentes. Após ter sido submetida a um tratamento inédito na Califórnia, a jovem britânica pode muito bem ser a esperança para aqueles que sofrem da doença.
 

 

Após o início do tratamento, cuja natureza não foi especificada, prescrito por uma equipa liderada pelo professor Pruiser, as melhoras são consideráveis, principalmente na coordenação motora, apesar de ainda não poder andar.
 

 

O Ministério da Saúde britânico divulgou ontem que os resultados do tratamento serão publicados na próxima semana numa revista científica e apelidou-os como "promissores".
 

A notícia vem estampada em vários jornais britânicos.
 

 

A mãe de Rachel, Jane Taylor, não esconde um contentamento, mas uma dose de cautela. "Estamos optimistas, mas prudentes, já que isto levará tempo", referiu ao jornal “The Times”.
 

 

Caso se prove cientificamente, este novo tratamento será a única salvação para centenas de doentes que sofrem da variante humana da doença das vacas loucas.
 

 

Só na Grã-Bretanha, e desde 1996, já foram registados 106 casos da doença de Creutzfeldt-Jakob, a qual provocou 99 vítimas. Apesar das melhoras de Rachel, a equipa liderada por Prusiner insistiu em afirmar que ainda é muito cedo para se falar num tratamento.
 

 

Estudo promissor
 

 

Enquanto se espera pelos resultados do estudo efectuado a Rachel, uma outra equipa da Califórnia descobriu que fármacos usados no tratamento da malária e esquizofrenia podem ser eficazes no combate de proteínas infecciosas que causam a variante humana da doença das vacas loucas e outras numerosas e raras doenças neurodegenerativas.
 

 

Em testes efectuados em ratinhos, ao investigadores da Universidade da Califórnia descobriram que as drogas foram efectivas no tratamento de células dos animais infectadas por proteínas conhecidas como pirões, responsáveis pela doença de Creutzfeldt-Jakob, variante da encefalopatia espongiforme bovina, conhecida como doença das vacas loucas.
 

 

 

Paula Pedro Martins
 

 

MNI - Médicos Na Internet
 

Fonte: Times
 

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 1 Comentar

CREUTZFELDT-JACOB

OLA GOSTARIA QUE ME INFORMACEM SE POSIVEL SE EXISTE UM CONVENIO ENTRE O ESTADO E OS HOSPITAIS NESTE CASO HUC HOSPITAL UNIIVERCIDADE DE COIMBRA
POIS MINHA ESPOSA ESTA EM FASE TERMINAL E QUEREM TRANSFERILA PARA UMA CLINICA.
ELA NAO DEVE PERMANECER NO HOSPITAL ATE A MORTE,
JA SE ENCONTRA HA UM ANO NESTA SITUACAO

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.