Variante do cromossoma Y implicada no risco cardíaco

Estudo da University of Leicester

31 agosto 2010
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Uma variante genética específica do cromossoma Y está relacionada com um maior risco de os homens poderem sofrer de doença coronária durante a vida, refere um estudo da University of Leicester, no Reino Unido, apresentado no seu sítio oficial.

 


É sabido que os homens têm uma maior incidência de doença coronária do que as mulheres, devido, em parte, ao cromossoma Y. Para investigar o papel do cromossoma, a equipa de Leicester realizou um estudo para determinar se as variações genéticas no cromossoma Y afectam esse risco.

 


Nem todos os cromossomas Y são iguais. Existem variações no cromossoma masculino chamadas "haplogrupos Y", que estão geralmente associadas a regiões geográficas específicas e tendem a indicar a origem da linha ancestral do homem. A partir desse conhecimento, os cientistas britânicos procuraram determinar se "os homens com as variantes do cromossoma Y também apresentavam diferentes riscos de sofrer uma doença cardíaca", refere o comunicado enviado à imprensa.

 


O estudo incluiu a participação de três mil homens, 1.295 integrados no grupo de pacientes com problemas coronários, sendo que os restantes constituíram o grupo de controlo. A equipa verificou que o haplogrupo Y foi encontrado em todos os homens, mas os que tinham a variante haplogrupo I apresentavam um risco 55% maior de desenvolverem uma doença cardíaca do que os outros haplogrupos.

 


A associação entre este haplogrupo e a doença coronária foi independente de outros factores de risco tradicionalmente associados à doença, como colesterol alto, hipertensão e tabagismo. Os homens portadores de haplogrupo-I são normalmente oriundos do norte, centro e leste da Europa. A sua origem remonta a 25 mil anos atrás e à cultura gravetense, quando o homem se deslocou para a Europa vindo do Médio Oriente.

 


Os autores do estudo sugerem que a baixa presença de homens com haplogrupo-I nos países do sul da Europa poderia explicar os altos níveis de doença coronária detectados no norte em relação ao sul do continente europeu. No entanto, os cientistas reconhecem que essa hipótese requer mais estudos para ser sustentada cientificamente.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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