Variante de gene associada a maior longevidade

Estudo publicado no “Journal of Neuroscience”

08 janeiro 2013
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A variante de um gene associado a traços de personalidade ativa nos seres humanos parece estar também estar associada a uma maior longevidade, descobriu uma equipa de investigadores da University of California, EUA.
 

O alelo 7R do gene recetor de dopamina (DRD4) está presente em quantidades significativamente maiores em indivíduos com mais de 90 anos, tendo sido igualmente associado ao aumento da esperança de vida em estudos conduzidos em ratinhos.
 

Neste estudo, os investigadores analisaram amostras de ADN de 310 pessoas que tinham participado num estudo envolvendo pessoas com mais de 90 anos. Neste grupo, foi observado que o número de indivíduos com a variante 7R do gene era 66% maior, em comparação com o grupo de controlo, constituído por 2902 pessoas com idades compreendidas entre os 7 e os 45 anos. A presença desta variante estava também fortemente associada a maiores níveis de atividade física.
 

A variante do gene constitui parte do sistema de dopamina, o qual facilita a transmissão de sinais entre neurónios, desempenhando um papel fundamental na rede cerebral que é responsável pela atenção e pela aprendizagem motivada por recompensa. A presença desta variante do geneDRD4 enfraquece a sinalização da dopamina, aumentando a reatividade do individuo ao meio.
 

Um dos autores do estudo, Robert Moyzis explica que os indivíduos com esta variante do gene parecem ter uma maior motivação para se dedicarem a atividades sociais, intelectuais e físicas. A variante está igualmente associada a problemas de concentração/hiperatividade e a comportamentos de risco.
 

O autor explica que “embora a variante genética não influencie diretamente a longevidade, está associada a traços da personalidade que demonstraram ser importantes para viver uma vida mais longa e mais saudável. Está bem documentado que se nos dedicarmos a atividades sociais e físicas, temos maiores possibilidades de vivermos mais tempo. Pode ser algo tão simples como isso”.
 

Embora tenha ficado comprovado que a variante contribui para a longevidade, Robert Moyzis afirma que serão necessários mais estudos para identificar os benefícios clínicos imediatos do estudo. “ No entanto é evidente que os indivíduos com esta variante genética poderão estar já a responder ao conhecido adágio médico que consiste em praticar mais atividade física”, conclui.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

 

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