Válvula aórtica bicúspide: técnica imagiológica pode ajudar no diagnóstico

Estudo publicado na revista “Circulation”

14 fevereiro 2014
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Uma das malformações congénitas cardíacas mais comuns, a válvula aórtica bicúspide, pode ser diagnosticada através de uma técnica imagiológica que mede o fluxo sanguíneo no coração e nas veias, dá conta um estudo publicado na revista “Circulation”.
 

A válvula aórtica bicúspide é uma condição cardíaca na qual a válvula aórtica tem duas abas ou valvas em vez de três. Esta é uma condição que afeta cerca de 1 a 2% da população mundial . Apesar da ausência de sintomas, esta condição pode conduzir a complicações significativas e potencialmente fatais, incluindo a dilatação dos vasos sanguíneos (aneurisma) e sua rutura. Contudo, não se sabe quais os pacientes que se encontram em maior risco deste tipo de complicações e se a origem da doença é genética ou está relacionada com mudanças no fluxo sanguíneo.
 

Neste estudo os investigadores da Faculdade de Medicina Feinberg da Universidade de Northwestern, nos EUA, demonstraram pela primeira vez que há uma relação entre as malformações na válvula cardíaca, as alterações no fluxo sanguíneo no coração e as doenças da aorta.
 

Através da utilização de uma ressonância magnética específica, 4D flow MRI (em inglês), os investigadores verificaram que o fluxo sanguíneo nos pacientes com válvula aórtica bicúspide era significativamente diferente daqueles com válvulas normais.
 

“Agora temos uma evidência direta que a válvula bicúspide induz alterações no fluxo sanguíneo que podem pode contribuir para o desenvolvimento de doenças cardíacas nestes pacientes”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Michael Markl.
 

De acordo com os investigadores, este estudo demonstra que as novas técnicas imagiológicas podem ajudar a determinar alterações específicas no fluxo sanguíneo, de modo a perceber melhor quais são as áreas da aorta que são sensíveis ao desenvolvimento de doença. “Adicionalmente, o conhecimento dos padrões de fluxo sanguíneo anormais pode ser importante para identificar os pacientes que estão em maior risco de desenvolver doenças cardíacas”, disse Michael Markl.
 

“Esperamos que esta técnica imagiológica ajude na identificação precoce dos padrões de fluxo sanguíneo de elevado risco que estão associados com a dilatação progressiva da aorta e que melhore a alocação de recursos de saúde no atendimento de pacientes com esta condição”, conclui o investigador.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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