Valor nutricional dos alimentos mais importante que as calorias ingeridas

Estudo publicado na revista “Open Heart”

31 agosto 2015
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É tempo de parar de cortar nas calorias, e começar a promover o valor nutricional dos alimentos, para reduzir rapidamente a doença e morte por doença cardiovascular e conter a crescente onda de obesidade, defende o estudo publicado na revista “Open Heart”.
 

Os investigadores do Reino Unido e dos EUA referem que tal como deixar de fumar, algumas alterações dietéticas podem melhorar rapidamente a saúde da população. Por exemplo, o aumento do consumo de ácidos gordos ómega 3, azeite e frutos secos de casca rija tem sido associado à redução de mortes por todas as causas e por doenças cardiovasculares.
 

, tem sido dada uma importância excessiva ao conteúdo calórico dos alimentos pelas indústrias alimentares e perda de peso, apesar da evidência de que o conteúdo nutricional é que é importante. O consumo diário de uma bebida açucarada (150 calorias) está associado a um risco significativamente aumentado de diabetes tipo 2, enquanto o consumo diário de um punhado de frutos secos de casca rija (30 g de nozes, 15 g de amêndoas e 15 g de avelãs) ou quatro colheres de sopa de azeite (cerca de 500 calorias) está associado a um risco significativamente menor de enfarte agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral.
 

Estima-se que que o aumento do consumo de frutos secos de casca rija para duas porções por semana poderia evitar 90.000 mortes por doença cardiovascular só nos EUA.
 

Por outro lado, alguns ensaios clínicos têm demonstrado que a adoção de uma dieta hipocalórica aliada a um aumento da prática de atividade física em pacientes com diabetes tipo 2 não estão associados a uma redução do risco de morte cardiovascular, apesar haver uma perda de peso significativa.
 

Desta forma, os autores do estudo insistem que o foco não deve estar nas calorias consumidas. “Um padrão dietético que se foque na qualidade em vez da quantidade irá ajudar a reduzir rapidamente a obesidade e doenças associadas, bem como o risco cardiovascular”, referem os investigadores.
 

Os estudos têm demonstrado que uma má alimentação é responsável por mais doenças e mortes do que a inatividade física, tabagismo e álcool juntos. Na opinião dos investigadores, as bebidas açucaradas derivam ser taxadas e deveria haver um controlo mais rígido na comercialização da fast-food. Por outro lado, a fruta, os legumes e os frutos secos de casca rija deveriam ser mais acessíveis para toda a população.
 

“A alimentação pode ser a forma mais poderosa da medicina ou a forma mais lenta de veneno” concluem os investigadores.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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