Valor das taxas dificulta acesso das crianças com 12 anos aos cuidados de saúde

Opinião da pediatra Maria do Céu Machado

10 janeiro 2013
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O valor “considerável” das taxas moderadoras dificulta o acesso aos cuidados das crianças com mais de 12 anos, altura em que deixam de estar isentas, o que pode ter consequências na saúde, de acordo com a pediatra Maria do Céu Machado.
 

Em entrevista à agência Lusa, a diretora do departamento de pediatria do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, disse estar preocupada com o acesso e a equidade no acesso aos serviços de saúde, tendo em conta o valor das taxas moderadoras, que têm “um peso considerável”.
 

Maria do Céu Machado lembrou que as crianças com menos de 12 anos estão isentas do pagamento de taxa moderadora, mas “não em todos os exames”.
 

A especialista refere-se mais às crianças com mais de 12 anos e a algumas doenças crónicas que exigem exames e tratamentos que não estão isentos do pagamento da taxa moderadora.
 

“Se começamos a ter taxas moderadoras com peso considerável, as pessoas vão fazer com os exames o que já fazem com medicamentos”, disse Maria do Céu Machado.
 

A não realização dos exames, ou de parte deles, por motivos financeiros pode ter consequências na saúde destas crianças, acrescentou.
 

Esta situação, avançou, “pode ter peso nos indicadores, porque o segredo é agarrar a situação clínica numa fase tratável e reversível”. Maria do Céu Machado lembrou os indicadores de saúde que têm enchido de orgulho os profissionais nesta área e que se refletem, por exemplo, na diminuição em 86% da mortalidade infantil.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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