Vaga de calor em debate no Parlamento

Só se contaram quatro mortos até agora, diz ministro

03 setembro 2003
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Depois de analisadas metade das certidões de óbito do acréscimo de 1.316 mortes registadas na primeira quinzena de Agosto, apenas quatro foram provocadas pela onda de calor, revelou ontem o ministro da Saúde no Parlamento.
 

A constatação, disse Luís Filipe Pereira, resulta da análise efectuada pela Direcção-Geral da Saúde (DGS).
 

 

Sobre o acréscimo de 1.316 óbitos registados entre finais de Julho e 14 de Agosto, o ministro precisou que 545 ocorreram em hospitais e centros de saúde, enquanto as restantes ter-se-ão registado fora das unidades do Sistema Nacional de Saúde.
 

 

A presença de Luís Filipe Pereira na comissão permanente da Assembleia da República foi solicitada com urgência pelo PS para obter explicações sobre a actuação dos serviços de saúde durante a onda de calor que atingiu Portugal na primeira quinzena de Agosto.
 

 

Críticas dos deputados
 

 

Para o PS, PCP, Bloco de Esquerda e Verdes, o Governo pecou por «ausência de uma campanha pública na comunicação social que atingisse os mais necessitados». É que, segundo o líder da bancada comunista, Bernardino Soares, «não basta fazer informação interna, é preciso que a população esteja alerta».
 

 

Para o governante, as mortes associadas à onda de calor constituíram uma «epidemia silenciosa», na medida em que «nenhuma instituição pública ou privada» comunicou qualquer alerta aos serviços de saúde.
 

 

Fonte: Lusa
 

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