Vacinas: novo método aumenta resposta imune

Estudo publicado na revista “Nature”

21 fevereiro 2014
  |  Partilhar:

Investigadores americanos criaram uma nova forma de administrar vacinas diretamente nos nódulos linfáticos. O estudo publicado na revista “Nature” sugere que este novo método

poderá estimular o sistema imune a atacar os tumores e a melhorar a eficácia das vacinas contra o VIH.
 

Numa tentativa de criar vacinas sub-unitárias, a comunidade científica tem tentado utilizar nanopartículas para que o conteúdo da vacina atinja diretamente os nódulos linfáticos. Contudo, é difícil direcionar 100% do conteúdo das vacinas para estes locais. Adicionalmente, se este escapar para outras regiões do organismo pode causar efeitos adversos.
 

Estudos anteriores já tinham demonstrado que as células imunitárias dos nódulos linfáticos retinham uma proteína sérica, a albumina, quando esta estava associada a partículas estranhas ao organismo.
 

Assim, neste estudo os investigadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos EUA, decidiram adotar uma abordagem semelhante no desenvolvimento de vacinas, tendo ligado a albumina a um lípido, de modo a que a proteína bem como o conteúdo da vacina fossem “aprisionados” nos nódulos linfáticos.
 

Posteriormente, foram desenvolvidas várias vacinas que tinham por alvo diversas doenças, desde o cancro do colo do útero até ao melanoma. Após terem sido testadas em ratinhos, os investigadores constataram que estas induziam a formação de uma grande população de linfócitos T de memória específica do tumor ou do vírus em causa.
 

O estudo apurou que, comparativamente com o conteúdo habitual das vacinas (peptídeos antigénicos) a presença da albumina aumentava em cerca de 10 vezes a resposta imunitária. Foi verificado que a vacina contra o melanoma foi capaz de abrandar o crescimento do tumor, bem como reduzir o tamanho dos tumores no caso do cancro do colo do útero.
 

Os investigadores referem ainda que os adjuvantes habitualmente utilizados podem disseminar-se na corrente sanguínea e despoletar inflamação. Contudo, foi verificado que a adição da albumina se mostrou segura uma vez que não entrou na circulação sistémica, limitando-se a concentrar o conteúdo da vacina nos nódulos linfáticos.
Os autores do estudo estão agora a planear utilizar este novo método nas vacinas contra o VIH, assim como desenvolver novas vacinas contra outros cancros, nomeadamente para o cancro do pulmão.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Classificações: 1 Média: 4
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.