Vacinas múltiplas não estão associadas ao autismo

Estudo publicado no “The Journal of Pediatrics”

03 abril 2013
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O Centers for Disease Control and Prevention acredita que não existe nenhuma associação entre a toma de determinadas vacinas e o risco de desenvolvimento de autismo nas crianças, refere um estudo publicado no “The Journal of Pediatrics”.
 

A preocupação dos pais no que diz respeito à toma das vacinas e ao risco de autismo surgiu inicialmente com a vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo, rubéola e parotidite, e as imunizações que contêm timerosal. Em 2004, o Institute of Medicine realizou um estudo que conclui que não havia uma associação entre a toma desta vacinas e o risco de desenvolvimento de perturbações do espectro do autismo. Contudo, continuaram e continuam preocupados com esta possível associação.
 

Um estudo recente apurou que as principais preocupações dos pais no que diz respeito à toma de vacinas são: o número de vacinas administradas nos primeiros 24 meses de vida, a quantidade de vacinas administradas simultaneamente e se haverá risco de autismo.
 

As três preocupações listadas acima foram relatadas por cerca de um terço dos inquiridos, mais de metade dos quais referiu que os seus filhos tomavam algumas, mas não todas as vacinas recomendadas no calendário de imunização.
 

Este novo estudo levado a cabo pelo Centers for Disease Control and Prevention avaliou esta preocupação dos pais e confirmou os dados obtidos no estudo de 2004. Neste estudo foram avaliadas a quantidade de antigénios (substâncias que induzem a produção de anticorpos) administradas num só dia e a quantidade de antigénios totais que os bebés recebiam nos primeiros 24 meses de vida.
 

O estudo apurou que não havia nenhuma associação entre o autismo e toma das vacinas. Para chegarem a esta conclusão os investigadores analisaram os dados de três planos de saúde, tendo comparado 256 crianças com doença do espetro autista e 752 crianças saudáveis.
 

O sistema imune dos bebés tem a capacidade de responder a uma grande quantidade de estímulos imunológicos. Desde o dia em que nascem, as crianças são expostas a muitos antigénios que não estão associados à vacinação.
 

“Este estudo demonstra que as perturbações do espectro do autismo não estão associadas com a estimulação de imunológica das vacinas, durante os primeiros dois anos de vida”, de acordo com o Centers for Disease Control and Prevention.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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