Vacinas contra poliomielite não transmitiram doença de Creutzfeldt Jakob

Cientistas britânicos analisaram pessoas alegadamente contaminadas

19 dezembro 2001
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Cientistas britânicos que investigam a doença Creutzfeldt Jakob - variante humana da doença das vacas loucas - negaram ontem que a vacina contra a poliomielite é uma via de transmissão da doença, depois de os Conselheiros para a Saúde do Governo Britânico terem analisado duas pessoas terem contraíram a doença após terem sido vacinadas com doses duvidosas.
 

 

"A comissão não acredita de forma alguma que haja um vínculo com a vacina", disse Peter Smith, presidente da comissão do governo para encefalopatia espongiforme bovina (BSE), ou doença das vacas loucas.
 

 

A polémica estalou quando duas pessoas que foram inoculadas com vacinas danificadas, do mesmo lote, em 1994 terem desenvolvido a doença de Creutzfeldt Jakob, o que levantou suspeitas de que seria possível contrair a variante humana da doença das vacas loucas através da utilização da vacina oral contra a poliomielite.
 

 

A possibilidade de contágio através do soro imunológico bovino desencadeou novas investigações. Agora, os cientistas vêm afirmar que, de facto, as vacinas continham, contra as regras vigentes no Reino Unido, componentes de bovinos de origem britânica, mas o facto de se encontrarem factores comuns não contribui para que se chegue à resposta definitiva quanto às vias de transmissão da doença, frisam os responsáveis.
 

 

 

Os cientistas descobriram que aqueles que receberam a vacina elaborada a partir de produtos bovinos do Reino Unido não apresentaram maior propensão para desenvolver a doença Creutzfeldt Jakob do que aqueles tratados com vacinas que não continham material bovino britânico. Para os cientistas, as suspeitas são "incalculavelmente falsas", asseguraram os peritos médicos do Governo de Londres. Estas duas pessoas fazem parte de um grupo de cinco pessoas que contraíram a doença, todas elas originárias de Southampton. Mas apenas duas foram vacinadas.
 

 

A comissão governamental de peritos especializada em encefalopatia espongiforme bovina (BSE) refere que não há razão para se pensar que a doença de Creutzfeldt Jakob seja causada por uma vacina utilizada na época em que os casos surgiram nem para uma situação potencial e semelhante nos dias de hoje.
 

 

A doença Creutzfeldt Jakob já matou mais de cem pessoas no Reino Unido desde que médicos a identificaram, em 1996, como uma nova forma da rara doença, que destrói o cérebro.
 

 

Tanto a BSE como a CJD são causadas pela transmissão de proteínas conhecidas como priões, encontradas nas células nervosas.
 

 

Paula Pedro Martins
 

MNI - Médicos Na Internet
 

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