Vacinação infantil previne cancro da pele...

...mas tem sido abandonada desde os anos 70

18 maio 2005
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Vacinar a população infantil contra a varíola ou a tuberculose não reduz o risco de desenvolver um tipo de cancro de pele, conhecido como melanoma maligno na idade adulta, concluiu um estudo da Universidade de Gotinga, Alemanha.
 

 

As vacinas contra essas doenças têm sido cada vez menos administradas desde os anos 70, e isso faz os autores do estudo temerem um aumento da incidência desse cancro de pele.
 

 

Por isso, agora, os cientistas estudam a possibilidade de desenvolver uma versão moderna da antiga vacina contra a varíola, que podia provocar efeitos secundários perigosos em algumas pessoas.
 

 

O grupo de cientistas - de vários países europeus e de Israel -, chefiado pelo alemão Klaus Koelmel, chegou a essa conclusão depois de observar, ao longo de oito anos, o estado de saúde de pacientes operados para eliminar o melanoma.
 

 

Entre os doentes _ que foram vacinados contra a varíola ou a tuberculose quando criança _ foi registada a metade das mortes, em oposição aos que não receberam essas vacinas.
 

 

Na Alemanha, todos os anos, são registados oito mil novos casos de melanoma maligno, explicou Koelmel, uma doença cuja única causa conhecida, segundo os últimos estudos epidemiológicos, é a exposição excessiva à radiação solar.
 

 

Os cientistas de Gotinga acham que para que o sistema imunitário se desenvolva, de forma efectiva, é necessário o contacto com agentes patógenicos, como os contidos nas vacinas. Os cientistas descobriram que vacina contra a varíola protege contra o melanoma maligno.
 

 

Nesse processo são decisivos alguns vírus que aparentemente fazem parte do genoma humano há milhões de anos, e alguns genes desses vírus podem provocar cancro, ao fomentarem a produção de proteínas nas células, explicaram.
 

 

Se os estudos forem confirmados, no futuro poderá desenvolver-se uma vacina contra a varíola, a ser aplicada na infância, de modo a prevenir o melanoma maligno na idade adulta.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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