Vacinação das grávidas contra a gripe associada a maior protecção dos filhos

Estudo publicado nos “Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine”

07 outubro 2010
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Os bebés cujas mães receberam a vacina contra o vírus influenza, durante a gravidez, têm menos riscos de serem infectados por este vírus ou serem hospitalizados devido a doença respiratória no primeiro semestre das suas vidas, dá conta um estudo publicado nos “Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine”.

 

Na maioria dos casos, a infecção pelo vírus da gripe é mais frequente nas crianças com mais de seis meses, possivelmente devido à protecção conferida pelos anticorpos maternos adquiridos através da placenta ou da amamentação. No entanto, nas temporadas em que a gripe é mais grave, a morbilidade e mortalidade entre crianças menores de seis meses, que não podem ser vacinadas, é maior do que nas crianças mais velhas.

 

Para este estudo, os investigadores da Armed Forces Health Surveillance Center, em Silver Spring, EUA, realizaram um estudo observacional em reservas indígenas, onde a taxa de infecção respiratória grave é maior nas crianças do que na população em geral. O estudo contou com a participação de 1.169 mulheres que tiveram filhos durante uma de três temporadas da gripe. Estas responderam a questionários sobre dados demográficos, o estado de vacinação de toda a família e os factores de risco para a infecção por influenza.

 

O estudo apurou que, durante a temporada de gripe após o nascimento, 193 (17%) das crianças foram hospitalizadas devido à gripe, 412 (36%) foram apenas a uma consulta externa devido a problemas respiratórios e 555 (48%) não tiveram gripe ou episódios de gripe. As crianças cujas mães foram vacinadas tiveram um risco 41% menor de infecção pelo vírus da gripe, confirmada laboratorialmente, e um risco 39% menor de serem internadas devido a esta infecção. Adicionalmente, foi verificado que as crianças às quais foram retiradas amostras de sangue e cujas mães foram vacinadas tinham níveis mais elevados de anticorpos contra a gripe, aquando do nascimento e aos dois e três meses, do que os bebés cujas mães não foram vacinadas.

 

Em comunicado de imprensa, os autores do estudo concluem que "apesar da vacinação contra a gripe ser recomendada para mulheres grávidas, para reduzir o risco de complicações da gripe, estes resultados confirmam o benefício acrescido da vacinação para a protecção das crianças contra a infecção provocada pelo vírus da gripe até aos seis meses idade, período em que estas não podem ser vacinadas contra a gripe, mas em que correm maior risco de ser infectadas. Estes resultados são particularmente relevantes com o surgimento, em 2009, da pandemia de gripe A (H1N1), que teve um impacto substancial sobre as mulheres grávidas e nas elevadas taxas de hospitalização dos bebés."

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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