Vacinação contra a varíola gera polémica nos EUA

Um milhão para vacinar em Janeiro

23 dezembro 2002
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Funcionários de serviços de saúde e de emergência, além de militares, serão os primeiros a ser inoculados para prevenir um ataque de terrorismo biológico
 

 

O Presidente dos Estados Unidos não sabe ao certo se o país vai ser alvo de um atentado bioterrorista nos próximos tempos. Mas, pelo sim pelo não, mandou vacinar um milhão de militares e funcionários de saúde e de serviços de emergência contra a varíola, uma doença erradicada há 30 anos. A decisão de George W. Bush, com efeitos já a partir de Janeiro, está a gerar polémica entre o meio médico e entre os grupos visados, que temem as consequências da vacinação.
 

 

A Organização Mundial de Saúde declarou a varíola extinta há 32 anos, em 1980. E a última campanha de vacinação nos EUA decorreu em 1972. Desde aí, nunca mais se falou do assunto, porque não houve necessidade. A não ser quando surge o tema da guerra biológica.
 

 

Esta ideia de reintroduzir a vacina da varíola nos EUA arrasta-se desde os atentados terroristas do 11 de Setembro de 2001, mas só no passado fim-de-semana a Casa Branca anunciou que iria para a frente com ela. Na linha da frente estão profissionais como médicos, bombeiros e outros especialistas em protecção civil para que, em caso de ataque bioterrorista, alguém imunizado possa tratar das pessoas infectadas.
 

 

Numa segunda fase, programada para 2004, as autoridades norte-americanas tencionam pôr esta vacina à disposição da população em geral e estimam que, por essa altura, cerca de dez milhões de pessoas possam ser vacinadas.
 

 

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