Vacina vaginal evita infecção urinária recorrente

Estudo comprova eficácia

28 maio 2002
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Estima-se que cerca de 50 por cento das mulheres desenvolvam, pelo menos, uma infecção urinária em qualquer período da vida.
 

 

Agora, uma equipa de investigadores norte-americanos poderá ter encontrado a solução. Trata-se de uma vacina experimental, aplicada na forma de supositório vaginal.
 

De acordo com a equipa da Universidade de Wisconsin-Madison, EUA, esta vacina pode ser segura e eficaz para evitar infecções do trato urinário em mulheres que apresentam o problema repetidamente.
 

 

Embora os antibióticos sejam úteis para prevenir e tratar as infecções, esta vacina evitar o uso excessivo desses medicamentos, facto que devido ao tratamento de infecções recorrentes pode levar à resistência ao tratamento.
 

 

A nova vacina experimental – composta por 10 cepas diferentes de bactérias atenuadas que frequentemente causam infecções urinárias – foi apresentada recentemente no encontro anual da Associação Americana de Urologia,
 

 

No entanto, esta vacina não é uma novidade, dado que já tinha sido testada anteriormente na Suíça há cerca de 10 anos, quando era aplicada na forma de injecção. «Mas o uso foi interrompido devido aos efeitos secundários» explicou Elkahwaji, líder da equipa, à Reuters.
 

 

Para testar a vacina na forma de supositório, os cientistas separaram 54 mulheres em três grupos de tratamento(um grupo tratado com a vacina experimental e um outro com placebo (produto inactivo).
 

 

Cerca de 45 por cento das voluntárias tratadas com as vacinas apresentaram uma nova infecção, enquanto a taxa foi de 89 por cento no grupo que usou placebo.
 

 

Ao contrário do estudo suíço, esta investigação relata não ter encontrado efeitos secundários significativos. «A falta de efeitos secundários importantes em mais de 100 mulheres confirma a segurança da vacina e do método de imunização», concluíram os autores da experiência.
 

 

Actualmente, e segundo a equipa, esta é a única vacina vaginal contra infecções recorrentes do trato urinário em fase de testes. Segundo Elkahwaji, a FDA - a agência norte-americana de controlo de medicamentos - já aprovou a comercialização da vacina.
 

 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

 

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