Vacina prepara o sistema imunitário para matar a tuberculose

Estudo da Yeshiva University

13 setembro 2011
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Foi desenvolvida uma potencial vacina contra a tuberculose capaz de eliminar completamente a bactéria da tuberculose a partir de tecidos infectados em alguns ratos. A vacina foi criada com uma estirpe de bactérias que, devido à ausência de alguns genes, são incapazes de evitar a resposta do seu hospedeiro imunitário de primeira linha. Uma vez que esta primeira linha de defesa é activada, dispara a resposta imunológica mais específica que pode proteger contra futuras infecções. O estudo foi liderado por William Jacobs, da Yeshiva University, EUA.

 

Para determinar como a Mycobacterium tuberculosis engana a resposta imunológica, a equipa trabalhou com uma espécie estreitamente relacionada, a Mycobacterium smegmatis, que é letal para ratos em doses altas, mas que não causa danos aos humanos. Os investigadores criaram uma versão de M. smegmatis sem o conjunto de genes ESX-3, factor crucial para fugir da resposta imunológica do hospedeiro. Quando foram injectadas altas doses da bactéria nos ratos, ficou claro que as bactérias sem os genes ESX-3 já não conseguiam fugir do sistema imunológico dos hospedeiros: os ratos controlaram e acabaram com a infecção a partir da reacção intensa das Células T, a mesma resposta que provocaria uma vacina eficaz contra a tuberculose.  

 

A equipa também verificou que remover o mesmo conjunto de genes da M. tuberculosis matava a bactéria, o que significa que ela não poderia ser manipulada desta forma para se fazer uma vacina. Mas verificaram um modo de contornar esse obstáculo. Usaram a bactéria M. smegmatis sem os ESX-3 e inseriram o conjunto de genes análogos ESX-3 da M. tuberculosis. Estas bactérias M. smegmatis foram então injectadas nos ratos, que mais uma vez combateram a infecção. Oito semanas depois, quando os ratos foram expostos a doses elevadas e letais de M. tuberculosis, os roedores "vacinados" viveram muito mais tempo do que os ratos do grupo de controlo: um tempo médio de sobrevivência de 135 dias contra 54 dias.

 

Impressionante foi também o nível bastante reduzido da bactéria da tuberculose encontrado nos tecidos dos animais. "Os animais vacinados que sobreviveram por mais de 200 dias tinham fígados que estavam completamente sem a bactéria da tuberculose, e isso nunca foi observado anteriormente", explicou, em comunicado, o líder da investigação.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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