Vacina pode reduzir níveis elevados de colesterol

Estudo publicado na revista “Vaccine”

12 novembro 2015
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Uma equipa internacional de investigadores desenvolveu uma vacina capaz de reduzir os níveis do colesterol LDL, o “mau” colesterol, em ratinhos e macacos, dá conta um estudo publicado na revista “Vaccine”.
 

Na opinião dos investigadores do Instituto Nacional de Saúde (NIH, sigla em inglês) e da Universidade Nova do México esta vacina tem o potencial de ser um tratamento mais eficaz que as estatinas.
 

O organismo produz colesterol para produzir vitamina D, algumas hormonas e moléculas que ajudam a digestão dos alimentos. O colesterol também pode ser encontrado nos alimentos. O colesterol LDL é uma substância semelhante à gordura que circula no sangue. Se os níveis de colesterol forem muito elevados, as artérias ficam bloqueadas, conduzindo à doença cardíaca e acidente vascular cerebral.
 

A dieta e a prática de exercício físico são fundamentais para manter os níveis de colesterol baixos, mas milhões de pessoas em todo o mundo tomam estatinas para diminuir os níveis de colesterol. Contudo, estes fármacos têm alguns efeitos secundários sérios, como dor muscular e aumentam também o risco de diabetes e perda cognitiva.
 

No entanto, esta nova vacina pode ser uma alternativa às estatinas. A nova vacina tem por alvo uma proteína, a PCSK9, que estimula o organismo a quebrar os recetores a que o colesterol se liga quando é eliminado do corpo. Os indivíduos com mutação nesta proteína têm um risco aumentado de doença cardíaca. Ao ter por alvo esta proteína, a vacina pode impedir o seu funcionamento, diminuindo consequentemente os níveis de colesterol no sangue.
 

Os investigadores verificaram que a administração da vacina a ratinhos conduziu a uma diminuição dos níveis de colesterol LDL. Posteriormente a vacina foi testada num pequeno grupo de macacos, conjuntamente com estatinas, tendo-se observado uma diminuição drástica dos níveis de colesterol.
 

“As estatinas continuam a ser a medicação mais frequentemente prescrita para o colesterol. Apesar de serem eficazes em muitos pacientes, têm efeitos secundários e não funcionam em todos os pacientes”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Alan Remaley.
 

Na opinião dos investigadores, estes resultados são bastante prometedores e sugerem que esta vacina pode funcionar como um novo e potente tratamento para o colesterol elevado.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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