Vacina pode deter esclerose múltipla

Estudo publicado na revista “Neurology”

09 dezembro 2013
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Uma vacina utilizada na prevenção da tuberculose pode ajudar a prevenir a esclerose múltipla nos pacientes que demonstram os primeiros sinais da doença, revela um estudo publicado na revista “Neurology”.
 

Para o estudo, os investigadores da Universidade de Roam, Itália, contaram com participação de 73 indivíduos que tinham tido o primeiro episódio sugestivo de esclerose múltipla e resultados de uma ressonância magnética com sinais sugestivos da doença. Cerca de metade dos indivíduos com esta situação, denominada por síndrome clinicamente isolado, desenvolve a doença nos dois anos seguintes, enquanto 10% não apresenta mais problemas associados à esclerose múltipla.
 

A 32 dos participantes foi administrada a vacina viva Bacillus Calmette-Guérin (BCG) habitualmente utilizada na prevenção da tuberculose. Os restantes participantes foram infetados intravenosamente com um placebo.
 

Todos os participantes foram submetidos a ressonâncias magnéticas mensais ao longo de seis meses. Foi administrado um fármaco para a esclerose múltipla, o interferão beta-1a, durante um ano. Posteriormente, os pacientes foram tratados com o fármaco para a esclerose múltipla recomendado pelos seus neurologistas. O desenvolvimento definitivo da doença foi avaliado cinco anos após o início do estudo.  
 

Os investigadores apuraram que os pacientes aos quais tinha sido administrada a vacina apresentavam menos leões cerebrais que os indivíduos incluídos no grupo de controlo. No final do estudo, 58% dos pacientes que tinham recebido a vacina não desenvolveu esclerose múltipla, comparativamente com os 30% dos quais tinha sido administrado o placebo.
 

“Estes resultados são promissores, mas ainda são necessários mais estudos para ter um maior conhecimento sobre a segurança e os efeitos a longo prazo desta vacina viva”, referiu em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Giovanni Ristori.
 

O estudo refere ainda que estes resultados apoiam a chamada “hipótese higienista” que defende, nomeadamente, que a utilização de desinfetantes e antibióticos poderá contribuir para o aumento da taxa de esclerose múltipla e outras doenças do sistema imunológico na América do Norte e grande parte da Europa comparativamente com a taxa encontrada na América do Sul e partes da Ásia. “Esta teoria defende que a exposição a determinadas infeções no início da vida pode reduzir o risco destas doenças, uma vez que permite o desenvolvimento da imunidade protetora”, revelou, em comunicado de imprensa, um investigador da Universidade de Oregon Health & Science.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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