Vacina mostra-se promissora no tratamento do cancro colo-rectal

Estudo publicado no “Clinical Cancer Research”

29 novembro 2010
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Investigadores americanos produziram uma nova vacina que poderá ajudar os pacientes que sofrem de cancro colo-rectal a desenvolverem uma resposta imune contra os seus próprios tumores, revela um estudo publicado no “Clinical Cancer Research”.

 

Para o desenvolvimento da vacina, os investigadores do Dartmouth-Hitchcock Medical Center, nos EUA, utilizaram células dendríticas provenientes do sangue dos pacientes, às quais foram adicionadas proteínas isoladas dos tumores dos pacientes. Estas células fazem parte do sistema imunitário e desempenham um papel muito importante na defesa do organismo.

 

Neste estudo, os investigadores liderados por Richard Barth Jr. começaram por retirar cirurgicamente os tumores que se tinham disseminado do cólon para o fígado. Foram operados 26 pacientes. Seria de esperar que a cirurgia curasse alguns dos pacientes, contudo a grande maioria destes eventualmente morreria devido a pequenas metástases indetectáveis na altura da remoção do tumor. 

 

Um mês após a cirurgia foi administrada a vacina, tenho sido constatado pelos investigadores que esta conseguiu induzir uma resposta anti-tumoral mediada pelos linfócitos T (um tipo de leucócitos que protege o organismo das doenças) em mais de 60% dos pacientes. Cinco anos após a administração da vacina, 63% dos pacientes que desenvolveram uma resposta imune contra os seus próprios tumores, em comparação com os 18% que não a desenvolveram, estavam vivos e livres de cancro.

 

Em comunicado de imprensa, Richard Barth Jr. revela que serão ainda necessários mais estudos para se perceber melhor qual o mecanismo pelo qual esta vacina actua, bem como o seu impacto sobre as taxas de sobrevivência a longo prazo. Acredita no entanto que, no futuro, este estudo possa abrir as portas para uma mudança significativa no tratamento do cancro. Salientando que ao contrário de alguns quimioterápicos tradicionais, esta vacina não é tóxica. “É o próprio sistema imune que está a lutar”, conclui o investigador, acrescentando estar optimista quanto ao seu impacto na luta contra o cancro.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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