Vacina global contra o VIH mostra-se promissora

Estudo publicado na revista “Cell”

29 outubro 2013
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Investigadores americanos demonstraram que antigénios do VIH otimizados com recurso a técnicas bioinformáticas, os chamados antigénios mosaico, podem ser úteis no desenho de uma vacina global contra o VIH, dá conta um estudo publicado na revista “Cell”.

 

“Uma vacina global contra o VIH forneceria uma grande vantagem a nível biomédico, relativamente à maioria das candidatas a vacinas contra este vírus, uma vez que estas últimas estão limitadas a regiões específicas do globo”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Dan H. Barouch.

 

Neste estudo, liderado pelos investigadores do Centro Médico Beth Israel Deaconess, nos EUA, foi pela primeira vez demonstrado, em macacos, que os antigénios mosaico presentes na vacina contra o VIH podem oferecer uma proteção parcial contra o vírus. Estes antigénios mosaico foram desenvolvidos para apresentarem uma elevada cobertura imunológica contra uma grande diversidade do VIH.

 

De forma a estudar a imunogenicidade dos antigénios mosaico, estes foram administrados a macacos. Após a imunização, os animais foram repetidamente expostos ao vírus da imunodeficiência símia-humana, tendo sido avaliada a capacidade das vacinas bloquearem a infeção.

 

Apesar de a maioria dos animais imunizados com os antigénios mosaico terem ficado infetados no final do estudo, foi observada uma redução de 87 a 90% no risco dos macacos ficarem infetados cada vez que eram expostos ao vírus. Pelo contrário, os animais que não receberam as vacinas foram infetados rapidamente.

 

“Estes resultados mostram que os antigénios otimizados da vacina podem oferecer uma proteção parcial”, referiu o investigador.

 

O estudo apurou que os animais imunizados foram capazes de produzir anticorpos contra diversas estirpes de VIH. "A proteção foi dependente de vários tipos de respostas de anticorpos, o que sugere que uma atividade coordenada de múltiplos anticorpos poderá contribuir para a proteção de vírus de difícil eliminação”, explicou Dan H.

 

“Estes resultados sugerem uma via para o desenvolvimento de uma vacina global contra do VIH e dá-nos também alguma esperança no que diz respeito ao fato de ser possível desenvolver uma vacina global. Estamos a planear avançar para ensaios clínicos com esta candidata a vacina contra o VIH já para o próximo ano”, conclui o investigador.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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