Vacina experimental contra a SIDA facilitou infecção

Estudo publicado no "Journal of Experimental Medicine"

13 novembro 2008
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A vacina experimental contra a SIDA, desenvolvida pelo laboratório farmacêutico Merck, e cujos testes clínicos foram interrompidos no final de 2007, facilitou a infecção pelo vírus HIV, revela um estudo publicado na versão on-line do "Journal of Experimental Medicine".
 

 

O estudo, realizado no Instituto de Genética Molecular de Montpellier (França), refere que a vacina não apenas foi ineficaz para impedir a infecção, como também a facilitou.
 

 

A vacina foi baseada numa amostra enfraquecida de um vírus muito comum da gripe, o adenovírus 5 (Ad5), a qual foi usada como vector de fracções de HIV no organismo. Essas fracções deveriam originar, normalmente, uma resposta do sistema imunitário contra uma infecção pelo HIV.
 

 

Três anos após a inoculação dos voluntários, os cientistas verificaram que os anticorpos gerados pela vacina ligavam-se à superfície das células imunitárias e facilitavam a entrada de partes do vírus HIV.
 

 

Uma vez dentro da célula, o HIV infecta a célula, especialmente os linfócitos T, principal componente do sistema imunitário.
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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