Vacina do sarampo erradica cancro

Estudo publicado na Mayo Clinic Proceedings

26 maio 2014
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Uma equipa de investigadores conseguiu curar uma paciente com cancro na medula óssea através de uma dose reforçada de vacina do sarampo.
 

A paciente, actualmente com 50 anos de idade, tinha o cancro espalhado por todo o corpo, incluindo um tumor na testa, não existindo já opções de tratamento convencionais para o caso daquela doente. A inoculação, consistiu numa dose suficiente para 10 milhões de pessoas, fez com que o cancro entrasse em remissão completa.
 

A resposta da doente foi notável, apesar de se terem registado inicialmente alguns efeitos colaterais na doente, incluindo uma forte dor de cabeça. A remissão do cancro demorou nove meses e quando o tumor na testa da doente começou a desaparecer, os médico trataram-no com radioterapia.
 

Apesar dos resultados surpreendentes na remissão do cancro da primeira paciente, estes resultados não se confirmaram na segunda paciente que participou no ensaio clínico, cujo tumor se localizava nos músculos das pernas. No entanto, segundo Stephen Russell, professor de medicina molecular e autor principal do estudo, o resultado obtido “é um marco histórico”, já que prova que uma dose única, muito reforçada, de terapia viral intravenosa pode exterminar o cancro através da destruição das suas defesas naturais.
 

Já se sabia que os vírus podem ser utilizados para eliminar o cancro. Com esta vacina, os vírus aderem aos tumores e utilizam-nos como hospedeiros para replicarem o seu próprio material genético. As células cancerígenas eventualmente explodem e libertam o vírus.
 

As vacinas antivirais seguras podem produzir os mesmos efeitos e serem modificadas de forma a transportarem moléculas radioativas para ajudar a destruir as células cancerígenas sem causar grandes danos às células saudáveis que rodeiam os tumores.
O autor principal do estudo explica que “sabíamos desde há muito tempo que podemos introduzir vírus de forma intravenosa em ratinhos para destruir metástases de cancro. Ninguém tinha ainda demonstrado que se pode fazer isso em pessoas”.
 

A doente continua atualmente de boa saúde e terá uma consulta de rotina em junho onde espera mostrar que continua livre do seu problema oncológico.
 

Seguir-se-á um ensaio clínico de maiores dimensões, o qual terá lugar até setembro deste ano, para determinar se a vacina do sarampo funciona num número mais alargado de pacientes.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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