Vacina do norovírus reduz sintomas para metade

Estudo conduzido Universidade de Cincinnati

10 outubro 2013
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Nova vacina contra o norovírus reduz os sintomas para cerca de metade, dá conta um estudo apresentado no UDWeek 2013™, o congresso anual da Sociedade Americana de Doenças Infecciosas.
 

As infeções por norovírus causam doença e diarreia nos indivíduos afetados. Esta infeção é altamente contagiosa e pode-se disseminar de pessoa para pessoa através de alimentos, água e superfícies contaminadas. Uma adequada higiene das mãos é a melhor forma de prevenção da doença. Contudo, a infeção por norovirus é tão contagiosa que as pessoas podem ficar doentes através do contacto das partículas virais encontradas no ar.
 

O estudo refere no entanto que nem todos os indivíduos expostos desenvolvem doença. Contudo, esta infeção é muito comum e pode ser bastante grave, particularmente para as crianças e para os idosos. Atualmente não existe nenhum tratamento para esta infeção, mas os resultados deste estudo mostram-se promissores.
 

Para o estudo os investigadores da Universidade de Cincinnati, nos EUA, contaram com a participação de 98 indivíduos, os quais concordaram em ingerir água que continha uma dose significativa de vírus. Destes, 50 receberem uma vacina e 48 foram injetados com um placebo.
 

O estudo apurou que, no grupo dos indivíduos que foi vacinado, 52% ficou infetado, comparativamente com os 60% do grupo de controlo. Dos participantes que foram vacinados, 20% teve vómitos e ou diarreia de diferentes intensidades, comparativamente com os 42% dos indivíduos que não foram submetidos ao tratamento. Estes resultados indicam que a toma da vacina conduziu a uma redução de 52% dos sintomas.
 

Os investigadores, liderados por David Bernstein, também verificaram que a vacina foi geralmente bem tolerada pelos participantes e teve como alvo dois genótipos do norovírus, o GI.1 e o GII.4
 

“Caso a vacina continue a mostrar-se eficaz tal como ocorreu nos ensaios iniciais, esta poderá ser utilizada em populações ou situações específicas, incluindo aqueles que se encontram em elevado risco de doença, como os idosos ou aqueles que se encontram em elevado risco de transmissão, como as crianças que frequentam infantários”, conclui o investigador.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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