Vacina do BCG: eventual retirada não está associada à falta desta no mercado

Declarações do ministro da Saúde

15 setembro 2015
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A falta da vacina BCG no mercado mundial não é o que está a condicionar qualquer decisão governamental de eventual retirada do Plano Nacional de Vacinação, de acordo com o ministro da Saúde, Paulo Macedo.
 
“Ou seja, se a decisão for tomada não é porque neste momento não há fornecimento da vacina a nível mundial. A Direção-Geral da Saúde já conseguiu um pré-compromisso para conseguir obter um conjunto de doses de vacinas. A nossa intenção é que as crianças sejam vacinadas e depois, independentemente desta falta a nível mundial das vacinas do BCG, então tomar a decisão”, disse Paulo Macedo à agência Lusa.
 
De acordo com o ministro “neste momento apenas a Grécia, Portugal e a Irlanda mantêm a vacina do BCG, em termos da União Europeia”.
 
“Queremos é desligar uma coisa da outra. A decisão a ser tomada, não será tomada porque há falta neste momento de fornecimento a nível mundial. Estamos num caminho melhor do que estávamos há 15 dias para a aquisição da vacina, vamos vacinar as crianças e depois tomar a decisão em termos de futuro”, disse.
 
A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a vacinação apenas para grupos de risco em países onde a incidência é baixa. Até ao ano passado, Portugal era o único país da Europa que ainda estava acima do limite no número de casos de tuberculose, um limite traçado nos 20 casos por cada cem mil de habitantes. No entanto, em abril, a Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou que, pela primeira vez, Portugal tinha baixado dessa fasquia.
 
Na opinião da comissão de vacinas da Sociedade Portuguesa de Pediatria, uma posição definitiva sobre a administração universal da vacina BCG em Portugal só poderá ser tomada após o conhecimento de todos os dados epidemiológicos que a DGS tem vindo a recolher.
 
No entanto, em resposta enviada à agência Lusa, considera que “o risco de tuberculose para as crianças, em Portugal, é baixo e que os atrasos verificados na vacinação não colocam em risco a sua saúde”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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