Vacina da meningite: reforço pode ser benéfico

Estudo publicado no “Canadian Medical Association Journal”

26 setembro 2013
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A diminuição da imunidade apresentada na infância pela vacina 4CMenB contra a meningite B pode ser ultrapassada pela administração de um reforço aos 40 meses de idade, sugere um estudo publicado no “Canadian Medical Association Journal”.
 

A 4CMenB foi um grande avanço no combate da meningite infantil, tendo sido já recentemente licenciada na Europa e a ser considerada para aprovação no Canadá e noutros locais. Apesar de a imunização das crianças com esta vacina induzir uma boa resposta imune, que se traduz no aumento de anticorpos contra a bactéria, não se sabe se esta resposta persiste ao longo da infância. A obtenção destes dados é importante para o potencial impacto da vacina, uma vez que as crianças permanecem em risco de serem infetados ao longo da idade pré-escolar e até mesmo na adolescência.
 

Neste estudo, os investigadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido contaram com a participação de crianças que tinham entre 40 a 44 meses (cerca de 3 anos e meio) e que tinham sido vacinadas com a 4CMenB aos 2, 4, 6, e 12 meses de idade. Foi observado que apesar de os anticorpos terem atingido níveis elevados um mês após a administração da vacina, estes sofreram um declínio nos dois anos e meio seguintes.
 

Os investigadores também testaram o sangue dos participantes contra um painel de diferentes estirpes da bactéria da meningite B. Foi verificado que a produção de anticorpos contra algumas estirpes se manteve elevada comparativamente com aquelas crianças a quem não tinha sido administrada a vacina. Contudo, não se observou diferenças significativas nos níveis de anticorpos produzidos contras outras estirpes.
 

Os investigadores referem que experiências realizadas com outras vacinas meningocócicas revelaram que uma diminuição da produção de anticorpos estava a associada com um declínio da eficácia da vacina.
 

No entanto, os investigadores observaram que, quando as crianças receberam um reforço adicional da vacina aos 40 meses de idade, 89 a 100% das crianças apresentaram um nível elevado de anticorpos contra a maioria das estirpes testadas.
 

“Caso esta vacina venha a ser introduzida no calendário de vacinação, será importante implementar determinadas medidas como uma adequada vigilância da doença para determinar se a diminuição dos níveis de anticorpos podem influenciar a eficácia da campanha de vacinação contra esta bactéria”, concluíram os autores do estudo.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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