Vacina da gripe: bom-humor no dia da imunização pode favorecer eficácia

Estudo publicado na “Brain, Behavior, and Immunity”

28 setembro 2017
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Estar com boa disposição no dia em que toma a sua vacina contra a gripe poderá fazer aumentar a eficácia da mesma, atestou um novo estudo.
 
O estudo, que foi conduzido por especialistas em saúde da Universidade de Nottingham, Inglaterra, foi o primeiro a analisar vários fatores psicológicos e comportamentais que afetam a ação das vacinas.
 
Estima-se que a vacina contra a gripe seja eficaz em apenas 17 a 53% dos adultos mais velhos, em comparação com 70 a 90% das pessoas mais jovens.
 
A equipa de investigadores propôs-se descobrir que fator ou fatores exerciam o maior impacto na capacidade de proteção das vacinas contra as doenças.
 
Para tal, contou com a participação de 138 adultos mais velhos que estavam para tomar a sua vacina contra a gripe. Foram medidos o bom-humor, mau-humor, sono, alimentação e a atividade física dos participantes, três vezes por semana, durante um período de seis semanas.
 
Posteriormente, os investigadores analisaram a eficácia da vacina através da medição dos níveis de anticorpos no sangue, quatro e 16 semanas após a vacinação.
 
Os investigadores descobriram que de todos os fatores medidos, apenas a boa disposição durante o período de observação conseguiu predizer a eficácia da vacina. A boa disposição foi associada a níveis mais elevados de anticorpos. 
 
Ao analisarem as influências no dia da vacinação, os investigadores observaram um efeito ainda maior na eficácia da mesma, com mais 8 a 14% nos níveis de anticorpos. 
 
“As vacinações são uma forma incrivelmente eficaz de reduzir a possibilidade de se apanhar doenças infeciosas. Mas o seu calcanhar de Aquiles é o facto de a sua capacidade de proteção contra a doença ser afetada pelo funcionamento do sistema imunitário do indivíduo. Assim, as pessoas com sistemas imunitários menos eficazes, como os idosos, poderão reparar que as vacinas não funcionam tão bem com eles como nos jovens”, explicou Kavita Vedhara, que participou neste estudo.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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