Vacina contra tosse convulsa para adultos já é realidade

Informação adiantada pela agência Lusa

29 novembro 2012
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Face ao “inesperado aumento” dos casos de tosse convulsa, a Direção Geral de Saúde (DGS) está a preparar a vacinação de jovens adultos. Neste momento encontram-se em estudo fatores como prazo e a eficácia desta vacinação.

 

Ana Leça, diretora dos Serviços de Prevenção da Doença da DGS explicou que esta doença tem vindo a registar picos aproximadamente a cada três anos, nomeadamente em 2005, 2008 e 2012.

 

Este ano esperava-se um aumento no número de casos mas “o que aconteceu este ano foi um aumento inesperado do número de casos, não só em Portugal mas à escala global”, tendo sido notificados 189 casos de tosse convulsa e registadas três mortes.

 

Estes números são extremamente elevados em relação aos anos anteriores. O mesmo se tem verificado com outros países, o que constitui uma causa de preocupação para as autoridades relativamente à determinação da causa do problema. Se esta situação se verificasse apenas em Portugal, bastava investigar o que se estava a fazer diferente, explica a diretora.

 

Não se afasta a possibilidade de uma alteração da bactéria causadora da doença, a Bordetella pertussis. Em Portugal a cobertura vacinal é de 97 por cento, sendo que a falta de vacinação não é um fator a considerar.

 

O esquema de vacinação atual contempla a administração de cinco doses contra a tosse convulsa aos dois, quatro, seis, e 18 meses de idade e aos cinco anos.

 

No entanto a imunidade vai-se perdendo ao longo dos anos. “A última dose é tomada aos 5/6 anos e há uma perda progressiva da imunidade que se vai estendendo. Os adultos podem adquirir a bactéria e adquirir doença, mas não é típica e é difícil de diagnosticar”, já que a mesma se manifesta através de tosse seca e arrastada de pouca intensidade.

 

“Aqui [na DGS], sempre tivemos atenção sobre a tosse convulsa, é uma questão sempre em cima da mesa e as vacinas estão sempre a ser estudadas. Neste momento já temos com que vacinar e o que pretendemos agora avaliar é em termos de prazo e de sustentabilidade de resultados, e outros fatores”, explica ainda Ana Leça.

 

A diretora aconselha a adoção de medidas de higiene respiratória, como evitar a exposição exagerada de bebés pequeninos a adultos, bem como a grandes aglomerados de pessoas, como centros comerciais.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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