Vacina contra gripe protege não só grávidas como também bebés

Estudo publicado na “Pediatrics”

09 maio 2016
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Os benefícios da vacina contra a gripe não se restringem às grávidas, mas estendem-se também aos seus bebés, reduzindo significativamente o risco da doença nos primeiros seis meses de vida, revela um estudo norte-americano publicado na revista “Pediatrics”.
 
A gripe é uma doença viral que pode provocar dores, calafrios, febre, náuseas ou diarreia, e que pode durar mais do que uma semana. De acordo com os cientistas, as grávidas e os bebés são dois grupos que se encontram em maior risco de morte devido a esta doença.
 
“Os bebés não podem ser imunizados [contra o vírus da gripe] nos primeiros seis meses, por isso têm de contar com outros para os proteger contra a gripe durante esse período de tempo”, adianta a líder do estudo, Julie H. Shakib, da Universidade do Utah, nos EUA, em comunicado de imprensa.
 
Shakib e a sua equipa analisaram mais de 245 mil processos clínicos de grávidas e mais de 249 mil processos clínicos de bebés ao longo de nove épocas de gripe (de dezembro de 2005 a março de 2014). Apenas cerca de 10% das mulheres grávidas indicaram ter recebido vacina contra gripe.
 
O estudo revelou que os bebés com seis meses ou mais novos, cujas mães tinham recebido vacina contra a gripe durante a gravidez, apresentavam uma redução de 70% de casos de gripe e uma redução de 80% de hospitalizações associadas a essa doença, quando comparados com bebés cujas mães não tinham sido imunizadas contra a gripe durante a gestação.
 
Entre os 658 casos confirmados em laboratório de gripe, 97% ocorreram em bebés cujas mães não tinham sido imunizadas. Dos 151 casos de internamento devido ao vírus da gripe, 148 nasceram de mães que não tinha recebido a vacina.
 
De forma a garantir que os benefícios observados nas crianças cujas mães tinham sido vacinadas não se deviam ao acaso, os investigadores analisaram a incidência do vírus sincicial respiratório (VSR), uma infeção do trato respiratório que ocorre em bebés e crianças pequenas durante os meses de inverno. Essa análise revelou que a vacina não tinha qualquer efeito na incidência de VSR entre crianças pequenas, reforçando os achados de que os benefícios observados resultavam de facto da vacina contra a gripe que a mãe recebeu.
 
“As mulheres grávidas constituem um grupo de elevado risco durante a época da gripe e em surtos da mesma e deveriam, como tal, receber vacinação”, esclarece Michael Varner, coautor do estudo. “Se os prestadores de cuidados não lhes administrarem vacinação contra a gripe, eu encorajaria todas as mulheres grávidas a pedi-la”, acrescenta.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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