Vacina contra febre tifóide desenvolvida por empresa portuguesa

Construção do processo de fabrico em larga escala foi a inovação científica

23 junho 2010
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A primeira vacina conjugada contra a febre tifóide foi produzida por uma empresa portuguesa, a GenIBET.

 

Em declarações à agência Lusa, o presidente executivo da empresa António Duarte revelou que a “inovação científica genuína” da GenIBET foi “construir um processo de fabrico para a vacina em larga escala”. Passou-se de uma “escala de dois litros”, no laboratório, para a “escala de 50 litros” que permite iniciar a produção industrial de um medicamento.

 

“Aquilo que funciona na bancada não funciona necessariamente numa escala maior, e se não funciona numa escala maior não há vacina. Se fizéssemos só dois litros de cada vez, não havia maneira de colocar esse produto no mercado. Nem sequer é uma questão de rentabilidade, é uma questão de exequibilidade”, explicou.

 

A GenIBET tem como principal actividade a produção de biofármacos, medicamentos produzidos com recurso à biotecnologia, para ensaios clínicos, permitindo que a investigação laboratorial possa ser testada em humanos no longo processo de ensaios a que um medicamento tem de ser sujeito antes de ser comercializado.

 

A GenIBET é a única “empresa de biotecnologia farmacêutica em Portugal, com produção de biofármacos que já foram testados em seres humanos com sucesso”. Segundo António Duarte, esta capacidade de transformar o produto de investigação laboratorial em material susceptível de ser submetido a ensaios clínicos é “uma ferramenta incontornável para o desenvolvimento da biotecnologia” no país.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A
 

 

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