Vacina contra cancro do colo do útero disponível em cinco anos

Nova geração de mulheres podem ficar «livres» da doença

21 novembro 2002
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Uma vacina destinada a proteger as mulheres contra um dos cancros que mais causam mortes no mundo pode estar disponível dentro de cinco anos.
 

 

Testes clínicos inicias de uma vacina para cancro do colo do útero mostraram que é 100 por cento eficaz e que também protege contra verrugas genitais.
 

 

Segundo os investigadores, milhares de vidas serão salvas. Com esta vacina, referem os especialistas, é possível que as mulheres não tenham mais de se submeter ao exame papanicolau.
 

 

Com esta vacina o sistema imunitário do corpo ataca o papilomavírus humano (HPV, na sigla em inglês), vírus que estaria associado a quase todas as formas de cancro do colo do útero.
 

 

O laboratório que desenvolve a vacina, Merck Sharp & Dohme, disse, no entanto, que serão necessários mais estudos, mas que o medicamento poderá estar disponível em poucos anos.
 

 

Apenas as adolescentes seriam vacinadas, uma vez que a técnica só funciona em mulheres que não são sexualmente activas. Os primeiros testes, realizados em quase 2,4 mil mulheres com idades entre 16 e 23 anos nos Estados Unidos mostraram uma redução de 100 por cento na incidência do HPV após um ano.
 

 

O laboratório está agora a recrutar mais seis mil mulheres em todo o mundo para participar da próxima fase de testes.
 

 

Se os testes forem positivos, a empresa poderá pedir uma licença para fabricar e vender a vacina.Para o professor David Jenkins, responsável pelos testes a ser realizados na Grã-Bretanha, o objectivo dessa nova fase de estudo é descobrir se a vacina previne efectivamente o cancro. «Mas isto vai levar pelo menos cinco anos», disse Jenkins à BBC.
 

 

Para a médica Anne Szarewksi, da organização Cancer Research UK, a vacina, embora não possa ser utilizada em mulheres sexualmente activas, representa um grande avanço. «Uma vez que essa vacina esteja disponível para uma nova geração de mulheres, eu vejo uma situação onde não haverá a necessidade de exames papanicolau», disse Szarewksi.
 

 

O papilomavírus humano é um grupo com cerca de 80 vírus diferentes que podem ser transmitidos através de relações sexuais e que estão associados ao cancro do colo do útero. «Estamos a conduzir este estudo para verificar se uma vacina contra um número de diferentes tipos de HPV pode reduzir a frequência de lesões pré-cancerosas cervicais», afirmou Jenkins à revista.
 

 

Calcula-se que cerca de 15 por cento das mulheres com idades entre 20 e 30 anos e cerca de 6 por cento das mulheres com mais de 40 anos são portadoras do vírus. A maioria delas não desenvolve o cancro.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

 

BBC
 

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