Vacina contra a SIDA testada no Quénia

Primeira dose já administrada a voluntários

21 março 2001
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Investigadores quenianos vão iniciar os testes, em seres humanos, de uma vacina que os poderá proteger de uma potencial infecção pelo HIV.
 

 

Microbiologistas da universidade de Nairobi trabalharam em estreita cooperação com cientistas da Universidade de Oxford no desenvolvimento de um soro com a capacidade de conferir uma imunidade, ainda que passageira, à infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana.
 

 

Na capital queniana estão a ser injectados voluntários HIV negativos com este novo preparado com o objectivo de travar o alastramento da SIDA, que se está a tornar numa verdadeira epidemia em muitos países africanos.
 

 

Esta vacina, que no caso de os resultados serem positivos poderá ser comercializada daqui a 8 anos, confere uma imunidade ao HIV-I e uma protecção de 80% ao HIV-II, segundo testes preliminares.
 

 

A ideia de desenvolver uma vacina contra o HIV apareceu após a observação atenta dos médicos quenianos de que mantinham relações desprotegidas, muitas delas desde os 10 anos de idade, com homens maioritariamente HIV positivos sem se infectarem. Um estudo realizado por uma equipa internacional de investigadores demonstrou que estas mulheres apresentavam um nível elevado de Células T Killer (que poderão evitar a replicação do vírus, eliminando células infectadas).
 

 

Segundo o Dr. Ephantus Njagi, médico no Instituto de microbiologia da Universidade de Nairobi e responsável pelo programa KAVI (Kenyan AIDS Vacination Initiative ), “este soro tenta copiar o sistema imunitário das prostitutas”.
 

 

Numa primeira etapa é administrado aos voluntários o DNA do vírus da imunodeficiência humana, com o objectivo de aumentar a produção, pelo corpo, das células T Killer. Numa segunda etapa será administrado um vírus atenuado (MVA) que servirá como “transportador” do DNA do HIV com o objectivo de intensificar ainda mais a proliferação de células T Killer.
 

 

Durante os primeiros 18 meses desta experiência o objectivo será avaliar a tolerância e possíveis efeitos secundários deste tratamento. Somente numa segunda e terceira fase se irá avaliar a real eficácia que esta vacina revela na protecção de indivíduos pertencentes a grupos de risco.
 

 

Fonte: Net Doktor
 

 

Adaptado por:
 

David Ferreira
 

MNI - Médicos na Internet

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