Vacina contra a Sida pode estar para breve

Vírus da hepatite G inibe propagação do HIV

05 setembro 2001
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A Vacina contra o vírus da Sida pode estar para breve, segundo a opinião dos investigadores que participaram numa conferência internacional na Filadélfia, Estados Unidos.
 

Na opinião de muitos cientistas, as descobertas sobre o funcionamento do sistema imunológico humano aumentam as esperanças do desenvolvimento de uma vacina.
 

 

Actualmente existem várias vacinas em potencial, mas ainda são necessários muitos testes para que se consiga provar a sua eficiência e segurança.
 

 

Enquanto decorre a conferência, cientistas da Universidade de Iowa publicaram hoje na revista New England Journal of Medicine que a infecção por um vírus recém-isolado e, aparentemente, inócuo poderá interferir com o HIV, o vírus causador da Sida, reduzindo sua propagação e prolongando a sobrevivência das pessoas infectadas por essa doença.
 

 

No entanto, os cientistas ainda não conseguiram determinar como é que o vírus, denominado de GBV-C ou vírus da hepatite G, inibe a propagação do HIV.
 

 

Os investigadores esperam que, ao descobrir essa relação, sejam capazes de encontrar novos tratamentos para combater o vírus causador da Sida, mas, advertem os portadores do HIV para não se infectarem voluntariamente com o vírus da hepatite G.
 

 

Vírus inócuo
 

 

O vírus da hepatite G, descoberto em 1995, não parece causar nem hepatite nem outras doenças, ao contrário de outros vírus similares que afectam o fígado. O GBV-C é identificado em aproximadamente dois por cento dos doadores saudáveis de sangue.
 

 

Os investigadores norte-americanos estudaram 362 pacientes portadores do vírus HIV que foram tratados entre 1988 e 1999. Cerca de 40 por cento, ou seja, 144 pacientes, estavam também infectados com o vírus da hepatite G.
 

 

Aproximadamente 29 por cento (41 pacientes) dos infectados com o GBV-C morreram durante os quatro anos seguintes, um número reduzido em comparação com 56 por cento (123 pacientes) que não estavam infectados com esse tipo de hepatite.
 

 

Este não é o primeiro estudo a comprovar a importância do GBV-C, um segundo estudo realizado com 197 pacientes portadores do HIV na Alemanha obteve resultados semelhantes, mas com maior tempo de sobrevivência para os 33 paciente de HIV que também sofriam de hepatite G.
 

 

Paula Pedro Martins
 

 

MNI - Médicos Na Internet
 

Fonte: CNN e BBC
 

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