Vacina contra a Sida pode demorar anos

Cientistas reúnem-se em conferência internacional

12 julho 2004
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Uma vacina contra a Sida ainda pode demorar alguns anos até ser obtida. Mesmo no cenário mais optimista, os cientistas podem ver-se obrigados a voltar à mesa de projectos caso falhem os actuais esforços, todos baseados num mesmo princípio de combate à doença.Seth Berkley, presidente e director executivo da Iniciativa Internacional da Vacina de Sida (Iavi), disse esta semana que o número de vacinas em potencial testadas clinicamente dobrou desde 2000, mas que os esforços científicos continuavam inadequados.«O mundo está a avançar lentamente rumo a uma vacina, quando deveria estar a dar saltos nessa direcção», afirmou o especialista aos jornalistas durante a 15a Conferência Internacional sobre Sida. E adiantou: «Apenas uma vacina pode colocar fim à epidemia».O relatório anual da Iavi sobre a situação das investigações científicas -- que pede a duplicação do dinheiro gasto com o desenvolvimento da vacina, para cerca de 1,3 bilião de dólares por ano – avaliou mais de 30 candidatos em testes clínicos vindos de 19 países.Mas apenas um deles chegou à Fase 3 de testes e muitos cientistas duvidam da eficácia do produto, que combina o Alvac da Aventis com o Aidsvax da VaxGen depois do fracasso do uso do Aidsvax sozinho, no ano passado. Enquanto isso, a empresa Merck espera dar início à Fase 2b de testes da sua vacina antes do final do ano. Nos dois casos, segundo Wayne Koff, chefe da área de pesquisas da Iavi, os investigadores não sabem se as vacinas funcionarão antes de 2007 ou 2008. A Merck, no entanto, já avisou que o seu produto não deve ser 100 por cento eficaz.Parte do problema é que os produtos que chegaram à fase de testes em seres humanos destinam-se a tornar mais eficazes as células brancas chamadas linfócitos T, as chamadas células-T. E são essas células que atacam as células infectadas pelo HIV. Mas, até ao momento, nenhuma vacina está a ser desenvolvida para estimular o organismo a atacar directamente o vírus. Esse método, usado em muitas das vacinas tradicionais, mostrou-se de difícil aplicação para a Sida.Traduzido e adaptado por:Paula Pedro MartinsJornalistaMNI-Médicos Na Internet

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