Vacina contra a gripe é eficaz nos menores com alergia ao ovo e asma

Estudo publicado no “British Medical Journal”

14 dezembro 2015
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Investigadores do Reino Unido constataram que é pouco provável que a vacina intranasal contra a gripe desencadeie alguma reação alérgica nas crianças com alergia ao ovo, com asma controlada ou sibilâncias recorrentes, dá conta um estudo publicado no “British Medical Journal”.
 
Vários estudos têm sugerido que as crianças e jovens são os principais veículos de transmissão da infeção pelo vírus da gripe. Desta forma, em 2012, o Departamento de Saúde do Reino Unido aconselhou a vacinação anual das crianças, com idades compreendidas entre os dois e os dezasseis anos, com a vacina da gripe viva e atenuada (LAIV), como parte do programa de vacinação infantil do “National Health Service” (NHS, siglas em inglês).
 
A LAIV é uma vacina intranasal contra a gripe desenvolvida especificamente para a população mais jovem. Contudo, os dados relativamente à segurança da vacina em menores com alergia ao ovo e ou asma eram, até à data, limitados. Algumas diretrizes não aconselham a toma da LAIV em crianças com menos de cinco anos, com antecedentes de sibilâncias ou asma. 
 
No entanto, isto significa que existem milhares de jovens que não ficam protegidos e podem disseminar a doença. Foi neste contexto que os investigadores do Imperial College de Londres, no Reino Unido, decidiram avaliar a segurança da LAIV em crianças com alergia ao ovo. 
 
O estudo inclui um total de 770 menores, entre os dois e os 18 anos, com alergia ao ovo e que tinham sido imunizados com a LAIV. Cerca de 40% tinha tido uma reação alérgica ao ovo nos últimos 12 meses, 35% tinha tido um episódio de anafilaxia ao ovo e 57% tinha sido diagnosticado com asma ou sibilâncias recorrentes. 
 
Os participantes foram observados pelo menos 30 minutos após a vacinação e acompanhados ao longo de 72 horas através do telefone. Os menores com sibilâncias recorrentes foram acompanhados ao longo de quatro semanas.
 
O estudo apurou que não ocorreram reações alérgicas sistémicas nas duas horas após a vacinação. Nove dos participantes (1,2%) apresentaram sintomas ligeiros, incluindo erupções na pele, espirros, prurido e congestão ou corrimento nasal, sugerindo uma reação alérgica local.
 
No total, 221 participantes apresentaram algum tipo de eventos posteriores, mas nenhum necessitou de cuidados hospitalares. Quatro semanas após a vacinação não se verificou um aumento dos sintomas do trato respiratório inferior.
 
Os investigadores concluem que este estudo confirma os resultados anteriores, ou seja, que é pouco provável que a LAIV desencadeie uma reação alérgica sistémica nos menores com alergia ao ovo. Adicionalmente, esta vacina pode ser administrada a crianças com risco de sibilâncias, que têm os sintomas bem controlados.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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