Vacina contra a Alzheimer parece ser segura

Primeiros testes clínicos aprovam segurança da vacina

23 julho 2001
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A segurança de uma vacina desenvolvida por uma companhia norte-americana e destinada a combater a doença de Alzheimer foi aprovada em testes clínicos, que duraram mais de um ano, em voluntários nos EUA e no Reino Unido. Os investigadores vão agora prosseguir para a segunda fase dos testes, que começará por volta do fim de 2020, e que pretende aferir a eficácia desta vacina no tratamento da doença.
 

 

Estima-se que, em 2025, 22 milhões de pessoas estejam afectadas por esta doença degenerativa que ataca o cérebro e que causa perturbações mentais e de memória.
 

 

A equipa de investigadores acompanhou 100 pacientes com variantes suaves e mais graves da doença de Alzheimer, aos quais foi administrada a vacina, denominada AN-1792. O tratamento mostrou-se seguro, mostrando apenas como efeitos secundários problemas não mais significativos do que uma pequena inflamação na zona da injecção, como acontece com outras vacinas deste tipo, dizem os investigadores.
 

 

Os cientistas repararam também que os níveis de anticorpos no sangue dos indivíduos, o que indica que estes estavam a responder ao tratamento. No entanto, não foi notada qualquer melhoria nas capacidades cognitivas ou de memória. Segundo a equipa, os pacientes estavam a responder como aconteceu com ratos numa experiência posterior.
 

 

Esta experiência, cujos resultados foram apresentados há dois anos atrás, mostrou que os ratos que eram imunizados contra a doença numa idade precoce, ficavam protegidos contra a doença de Alzheimer. Nos ratos que já tinham a doença esta parou e, nalguns casos, regrediu.
 

 

A vacina foi feita para atacar especificamente placas beta amilóides que se formam no tecido cerebral. Alguns autores pensam que a formação destas placas pode ser a causa da doença enquanto outros põem grandes dúvidas de que será assim. O estudo da eficácia da vacina tirará, com certeza, muitas dúvidas, e auxiliará os investigadores no entendimento da doença, quaisquer que sejam os resultados, dizem.
 

 

 

"Se se mostrar que a vacina limpa as placas mas não cura a doença, isso serão provas irrefutáveis de que estas placas não são a causa da doença", disse um especialista, numa entrevista à CNN.
 

 

Fonte: CNN

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