Vacina anti-gripe é tomada só por 40% dos que precisam

Muitos outros são inoculados sem necessitarem

28 outubro 2004
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Mais de metade da população portuguesa que deveria vacinar-se contra a gripe, todos os anos por esta altura, não o faz. Uma situação considerada preocupante pelos especialistas já que, em última instância, esta doença pode conduzir à morte. Em contrapartida, há quem queira recorrer à vacina de forma indiscriminada e sem que dela realmente necessite.«Há que não confundir a verdadeira gripe, causada pelos vírus A e B, com o estar gripado», alerta, em declarações ao DN, o pediatra Mário Cordeiro - para quem é importante não abusar da vacina, já que esta «não é isenta de efeitos secundários, podendo até levar a uma doença muscular grave».Já Graça Freitas, chefe de divisão das doenças transmissíveis da Direcção-Geral de Saúde (DGS), garantiu ao DN que a vacina, tomada anualmente por um milhão e meio de portugueses, é «extremamente segura, embora possa não ser totalmente eficaz, já que tem de ser feita todos os anos com base na probabilidade dos vírus que irão circular».Ambos os especialistas recomendam alguma serenidade relativamente à vacinação e, em seu entender, os indivíduos saudáveis só devem ser vacinados caso estejamos perante uma situação epidémica e sob recomendações das autoridades de saúde. Os grupos onde a cobertura de vacinação tem, sem dúvida, de ser incrementada é nas pessoas com mais de 65 anos, nas crianças e adultos debilitados (devido a doenças crónicas) e nos profissionais de saúde, de forma a evitar que estes contribuam para fazer alastrar a doença.Aumentar a actual percentagem de 40 por cento de vacinação nos grupos de risco é, de momento, a grande ambição da DGS nesta matéria. Por isso, Graça Freitas recomenda a ida ao médico assistente para solicitar uma receita de qualquer uma das cinco marcas de vacinas actualmente disponíveis no mercado, todas com igual eficácia e comparticipadas em 40 por cento.Um acto que deve ser feito nesta altura, já que o pico da doença no nosso país se regista entre Dezembro e Janeiro. «As pessoas que tomarem a vacina agora começam a estar protegidas daqui a 15 dias. No pico da doença, a eficácia será total», diz Graça Freitas, alertando a população para se agasalhar e não se submeter a mudanças bruscas de temperatura.Fonte: Diário de Notícias

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