Utilizadores de solários apresentam comportamentos viciantes

Estudo publicado na revista “Addiction Biology”

07 setembro 2011
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As pessoas que usam solário para atingir o que acham de bronzeado perfeito têm frequentemente alterações no cérebro e comportamentos semelhantes aos dos viciados, de acordo com uma pesquisa realizada pela University of Texas Southwestern Medical Center (EUA), publicada na revista “Addiction Biology”.

 

Segundo o estudo, a actividade cerebral dos fluxos sanguíneo observados em utilizadores de solários são semelhantes aos apresentados pelas pessoas viciadas em drogas e álcool.

 

As pessoas que frequentemente usam solários poderiam ser estimuladas por uma adição neurológica, o que poderia explicar que continuem a usá-los mesmo cientes que aumentam o risco de desenvolver melanoma, a forma mais letal de cancro da pele. "O uso de solário tem efeitos de recompensa no cérebro levando as pessoas a sentirem-se compelidas a continuar esta actividade, apesar de ser nefasto para eles", disse, em comunicado, o professor de psiquiatria e principal autor do estudo, Bryon Adinoff, acrescentando que uma questão que deve ser feita nesta área é: "se algo é gratificante, também pode ser viciante?".

 

Cerca de 120 mil novos casos de melanoma são diagnosticados a cada ano nos EUA, de acordo com a Fundação do Cancro de Pele daquele país. Pessoas com menos de 30 anos que usam o solário em média 10 vezes por ano têm uma probabilidade oito vezes maior de desenvolver melanoma maligno. Embora o conhecimento público sobre esses perigos tenham crescido, também aumentou a utilização de solários.

 

No estudo, os participantes utilizaram solário em duas ocasiões: uma vez foram expostos a radiação ultravioleta e noutra vez a filtros especiais que bloqueiam a exposição à radiação ultravioleta. Os participantes não sabiam em que sessão recebiam exposição real aos raios luz ultravioleta ou filtrada.

 

Além disso, a cada visita, os voluntários foram convidados, antes e após cada sessão, a descreverem como se sentiam com o bronzeado. Enquanto se bronzeavam, foi-lhes administrado um composto para medir o fluxo sanguíneo cerebral.

 

Segundo o líder da investigação, "o próximo passo é criar uma tecnologia para promover mudanças no cérebro entre utilizadores frequentes."

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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