Utilização de embriões no centro da polémica na Alemanha

Liberalização da prática na origem da discórdia

31 outubro 2003
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A investigação em embriões humanos está no centro de uma polémica na Alemanha, depois da ministra da Justiça, Brigitte Zypries, ter aberto caminho à liberalização desta prática, apesar de excluir a clonagem, mesmo terapêutica.Em causa está uma frase dita com o apoio do chefe do Governo, Gerhard Schroeder, que fez vacilar o princípio de base da legislação alemã sobre a protecção de embriões.«Quando o embrião fecundado in vitro não tem a vocação de ser inseminado no corpo de uma mulher, falta-lhe a condição de se desenvolver em ser humano para beneficiar da garantia de dignidade humana», disse a ministra.A questão tem estado sob um aceso debate em todo o mundo, nomeadamente em Portugal, onde o executivo governamental se prepara para legislar sobre a matéria, a par da reprodução medicamente assistida, proibindo ou autorizando a utilização dos embriões congelados em clínicas de fertilização para investigação científica.A postura da ministra alemã suscitou uma vaga de indignação no seio de vários partidos políticos, já de si divididos sobre uma questão que radica no estatuto com que o embrião deve ser encarado (ser humano ou não).No entanto, a brecha aberta pela ministra Zypries não é assim tão lata. A governante opõe-se a qualquer forma de clonagem reprodutiva, condenada pela comunidade internacional, mas também à terapêutica, autorizada em alguns países, como o Reino Unido.A ministra alemã prefere a recuperação dos embriões ditos excedentários, isto é, fecundados in vitro mas destinados a serem destruídos porque não vão ser implantados.Fonte: Lusa

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