Utilização de embriões humanos em investigação divide especialistas

Daniel Serrão apresenta amanhã as suas conclusões no Livro Branco

06 março 2003
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A utilização de embriões humanos em investigação é questão polémica sobre a qual não há unanimidade na sociedade portuguesa, admitiu à Agência Lusa o investigador Daniel Serrão.
 

 

O professor de Ética e Bioética da Faculdade de Medicina do Porto vai apresentar sexta-feira as suas conclusões nesta matéria, o Livro Branco sobre a utilização de embriões humanos para fins científicos, documento destinado a apoiar o Governo a legislar sobre o assunto.
 

 

Seria bom que os cientistas se pronunciassem sobre se estão ou não em condições de prosseguir investigação neste campo em Portugal, disse Daniel Serrão, esclarecendo que o documento que elaborou não veicula a sua opinião pessoal, mas apenas as principais existentes em Portugal sobre a matéria.
 

 

Segundo o investigador, o Governo ficará na posse de um documento que lhe permitirá legislar neste campo fundado nas principais opiniões vigentes na sociedade portuguesa sobre a questão.
 

 

Em Portugal arrancou em finais de Janeiro o processo que irá conduzir à aprovação de legislação sobre o estatuto do embrião excedentário e que irá resultar em proposta de lei a apresentar à Assembleia da República.
 

 

Ainda durante a actual sessão legislativa, o Governo deverá aprovar legislação definindo o estatuto do embrião excedentário (resultante do processo de procriação medicamente assistida), autorizando ou não a sua utilização em investigação científica.
 

 

Proibida deverá ficar a criação de embriões apenas para investigação científica, assim como a utilização da técnica de transferência nuclear (clonagem) para reprodução de seres humanos, questão sobre a qual existe largo consenso mundial.
 

 

Os embriões são uma das fontes das chamas células estaminais, que os cientistas afirmam terem a capacidade de se diferenciar em todos os tipos de tecidos, deixando antever aplicações futuras no tratamento de doenças actualmente incuráveis.
 

 

Fonte: Lusa

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