Utilização de células estaminais reúne em Lisboa especialistas internacionais
20 junho 2003
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A utilização de células estaminais embrionárias em investigação científica, que em Portugal passará a ser regulada por lei a partir do Outono, vai estar em análise num simpósio internacional, em Lisboa, entre segunda e quarta-feira.
 

 

A questão tem sido alvo de um debate mundial, dividindo aqueles que valorizam as potencialidades terapêuticas destas células (capazes de se transformarem em quaisquer outras, permitindo o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas para inúmeras doenças) e os que questionam a ética da prática, que obriga à destruição de embriões humanos.
 

 

As conclusões dos trabalhos, que vão contar com um vasto painel de especialistas nacionais e internacionais, serão posteriormente entregues ao ministro da Ciência e do Ensino Superior, Pedro Lynce, assim como aos deputados do Parlamento.
 

 

"Consideramos que o assunto é demasiado importante para ficar arredado da sociedade civil, que tem de compreender o que se está a passar", considerou, em declarações à Agência Lusa, Carolino Monteiro, um dos organizadores do simpósio.
 

 

O geneticista e professor da Faculdade de Farmácia, onde vai decorrer o encontro, lamentou que o Livro Branco de Daniel Serrão, redigido para estimular a discussão sobre a problemática e apoiar o MCES na elaboração de uma proposta de lei, não tenha suscitado o debate público que deveria, e que termina no final de Junho.
 

 

O simpósio, "Células Estaminais e Medicina Regenerativa", organizado em colaboração com o British Council, estará aberto ao público mediante inscrição gratuita.
 

 

A discussão vai ainda passar pelos progressos na investigação com células estaminais não embrionárias humanas, ou seja, retiradas de adultos e vistas por alguns cientistas como uma boa opção ética às embrionárias.
 

 

Terça-feira, participam no encontro representantes de quatro partidos portugueses com assento parlamentar: António Pinheiro Torres, do Partido Social Democrata (PSD), Maria de Belém Roseira, do Partido Socialista (PS), Joana Amaral Dias, do Bloco de Esquerda (BE) e um do Partido Comunista (PCP), a designar.
 

 

 

Fonte: Lusa
 

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