Uso recente de algumas pílulas aumenta risco de cancro da mama

Estudo publicado na revista “Cancer Research”

22 agosto 2014
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As consumidoras recentes de pílulas contracetivas com determinadas fórmulas poderão ter aumentado o risco de cancro da mama, indica um estudo recente, publicado na revista “Cancer Research”.


Vários estudos apontaram já que as pílulas contracetivas poderiam aumentar o risco de cancro da mama. Existem dois tipos de pílula contracetiva: a combinada, que é constituída pelas hormonas estrogénio e progesterona, e a minipílula.


Sabe-se que o estrogénio e a progesterona que ocorrem naturalmente no organismo podem aumentar o risco de alguns tipos de cancro.


Neste estudo realizado na Fred Hutchinson Cancer Research Center em Seatlle, EUA, a equipa conduzida por Elisabeth F. Beaber analisou a utilização de pílulas contracetivas em 1.020 mulheres que tinham sido diagnosticadas com cancro da mama entre 1990 e 2009. Foram também incluídas no estudo 21.952 mulheres saudáveis.


A equipa procurou basear a sua análise em dados recolhidos de registos eletrónicos de farmácias relativos à utilização da pílula contracetiva. Os investigadores preferiram este tipo de dados à informação disponibilizada pelas próprias pacientes sobre o uso pessoal daquele tipo de contracetivo, pois consideram este último tipo de informação menos fidedigno.


Foi apurado que as mulheres que eram consumidoras recentes de contracetivos orais (consideradas como tendo completado pelo menos uma prescrição dos mesmos no último ano) demonstravam um aumento de 50% no risco de cancro da mama, comparativamente às mulheres que nunca tinham tomado a pílula.


Algumas pílulas revelaram exercer um efeito mais forte que outras. Os contracetivos orais com elevadas doses de estrogénio aumentaram em 2,7 vezes o risco de cancro da mama, sendo que as que continham uma dose moderada daquela hormona produziam um incremento do risco de 1,6 vezes. As de baixa dose da hormona não demonstraram qualquer aumento no risco de cancro da mama.


As pílulas com uma forma de progestina (diacetato de etinodiol) provocavam um aumento no risco de cancro da mama de 2,6 vezes. As pílulas combinadas trifásicas provocavam um incremento de 3,1 vezes no risco de cancro da mama.


A equipa conclui assim que certas formulações de contracetivos orais oferecem um incremento no risco de cancro da mama e outras não aparentam fornecer qualquer aumento no risco da doença. Os investigadores recomendam no entanto que estes resultados sejam interpretados com cuidado já que não foram replicados e não têm em conta o contrabalanço dos riscos e benefícios do uso da pílula.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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