Uso excessivo de telemóveis nocivo nos jovens

Estudo publicado na “Computers in Human Behavior”

27 dezembro 2013
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A utilização frequente de telemóveis por estudantes universitários conduz a um rendimento académico inferior, provoca ansiedade e infelicidade, são os resultados de um estudo norte-americano publicado na revista “Computers in Human Behavior”.
 
Os telemóveis e smartphones tornaram-se ferramentas essenciais na nossa comunicação do dia-a-dia, com a família e amigos mas também como fonte de acesso ao resto do mundo através da internet. Estudos recentes demonstraram que os alunos universitários são aqueles que mais rapidamente aderem à tecnologia dos telefones portáteis. Todavia, segundo a equipa que conduziu este estudo, os potenciais riscos da utilização dos mesmos não devem ser ignorados.
 
Investigadores do College of Education, Health and Human Services na Kent State University, em Ohio, EUA, fizeram uma sondagem a 500 estudantes universitários relativamente aos hábitos de utilização dos telefones portáteis. Os participantes foram distribuídos por várias etapas dos cursos que frequentavam.
 
A equipa comparou posteriormente estes resultados com os obtidos nos exames académicos dos jovens e em testes clínicos que avaliaram a ansiedade e felicidade dos mesmos. A avaliação dos níveis de ansiedade e satisfação com a vida dos estudantes foi efetuada através do Inventário de Ansiedade de Beck (IAB) e o Índice de Satisfação com a Vida (ISV).
 
Foi determinada uma relação negativa entre a utilização dos telemóveis e o sucesso académico: quanto mais frequente a utilização dos telemóveis, mais baixo se tornava o rendimento académico. O rendimento académico mais elevado foi também associado a maiores índices de felicidade nos jovens estudantes.
 
A equipa determinou uma relação positiva entre o uso dos telemóveis e a ansiedade: quanto mais intenso era o uso dos aparelhos, maiores eram os índices de ansiedade dos estudantes. A equipa descobriu que os índices mais elevados de ansiedade estavam ligados a níveis menores de felicidade.
 
Apesar dos resultados, não foi estabelecida uma relação determinante de causa e efeito entre a utilização dos telemóveis e o consequente mau desempenho académico, ansiedade e infelicidade. É lógico que se os jovens despendem muito do seu tempo ao telemóvel, terão menos tempo para dedicar ao estudo, podendo por em risco o sucesso académico. Pode-se também argumentar que os jovens que são mais ansiosos revelam menos sucesso académico, conduzindo a uma menor felicidade e talvez a um uso mais intenso do telemóvel.
 
No entanto, os autores do estudo consideram que os estudantes devem estar atentos à forma como utilizam os telemóveis e smartphones e se os aparelhos interferem com o seu desempenho, saúde mental e física e bem-estar geral. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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