Uso excessivo de antibióticos preocupa médicos

Infecções de repetição são um perigo mundial

20 janeiro 2005
  |  Partilhar:

 

 

 

Muitas pessoas têm recorrido ao uso de antibióticos para problemas rotineiros
 

de saúde como tosse, constipações e dor de garganta. O comportamento tornou-se tão comum, muitas vezes os próprios médicos contribuem com a tendência, que tem levado não apenas à auto-medicação, mas ao aparecimento de certos tipos de fármacos preferidos, como se tais medicamentos fossem doces ou refrigerantes.
 

 

Para o médico Jim Wilde, da Faculdade de Medicina da Geórgia, nos Estados Unidos, a situação é tão grave que «a guerra contra as bactérias está a ser perdida». O ponto mais preocupante é que a proliferação de microrganismos resistentes aos antibióticos tem ocorrido em velocidade e frequência muito superiores ao ritmo de produção de novos medicamentos.
 

 

O cientista explica que, mesmo que os antibióticos sejam utilizados apenas quando realmente necessários, as bactérias encontrarão maneiras de lhes resistir. Mas a diferença é que, nesse cenário, o período de eficácia seria muito maior, dando tempo para que fossem desenvolvidas novas drogas.
 

 

Wilde acredita que, se nenhuma medida drástica for tomada, a maioria dos antibióticos (necessários para tratar estados graves como meningite ou pneumonia ) pode tornar-se inútil em 50 anos.
 

 

O especialista lembra que em países em desenvolvimento, onde a falta de médicos e profissionais de saúde acaba por conduzir a um uso ainda mais indiscriminado de antibióticos do que nos países mais ricos, o perigo é ainda maior. «Em diversas regiões, as infecções comuns que já não têm tratamento disponível».
 

 

Traduzido por:
 

MNI-Médicos Na Internet
 

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.