Uso do computador à noite pode causar depressão

Estudo conduzido pela John Hopkins University

19 novembro 2012
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Ficar acordado até tarde, seja a trabalhar, por motivos de lazer ou simplesmente para inserir fotografias nas redes sociais conduz a um maior risco de depressão ou de problemas de aprendizagem, atesta um estudo publicado na revista “Nature”.

 

O estudo sugere que este risco não se deve apenas à falta de horas de sono. Efetivamente, a exposição à forte iluminação artificial dos candeeiros, computadores e iPads contribuem também para aumentar os riscos mencionados.

 

Samer Hattar, da Krieger School of Arts and Sciences da John Hopkins University, que trabalhou na equipa que conduziu o estudo, explica que “ basicamente descobrimos que a exposição crónica à luz artificial intensa, mesmo a da sala de estar, em casa, e a do escritório após anoitecer para quem trabalha por turnos, aumenta os níveis de uma hormona responsável pelo stress, que resulta em depressão e diminui a função cognitiva”.

 

Conduzido pela John Hopkins University, o estudo foi realizado em ratinhos e vem explicar os danos causados pela possibilidade da utilização da luz durante a noite no século XXI. Os ratinhos foram expostos a ciclos de exposição à luz de 3,5 horas e depois escuridão durante 4,5 horas.

 

Não podendo os ratinhos expressar-se sobre o seu estado de humor, os investigadores aperceberam-se que, no decorrer dos ensaios, estes começaram a demonstrar comportamentos tipicamente depressivos como falta de interesse em açúcar e na procura de prazer e uma redução na atividade, bem como uma aprendizagem mais lenta e falhas de memória.

 

Os resultados revelaram ainda que os níveis de cortisol (hormonas associadas a problemas de aprendizagem) dos ratinhos tinham aumentado e que estes sintomas foram reduzidos com a administração de Prozac, umconhecido antidepressivo.

Foi descoberto que a exposição à luz forte ativa certas células oculares, conhecidas como células ganglionares retinianas intrinsecamente fotossensíveis (CGRif), exercendo um impacto sobre a região cerebral responsável pela saprendizagem e humor.

 

Considerando que os ratos e os humanos são muito semelhantes em várias facetas, e que ambos possuem este tipo de células oculares, os investigadores sugerem que o efeito pode ser o mesmo em ambas as espécies. Estudos anteriores em humanos tinham já demonstrado que a luz tem de facto um impacto sobre o sistema límbico do cérebro; o mesmo acontece com os ratos.

 

Mediante os resultados desta investigação, Samer Hattar recomenda que à noite reduzamos a intensidade da luz artificial, utilizemos lâmpadas com luz menos intensa e apenas utilizemos a luz estritamente necessária.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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