Uso de aprotinina em Cirurgia de Revascularização Coronária aumenta mortalidade

Estudo publicado no JAMA

12 fevereiro 2007
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A aprotinina, um fármaco cujo uso clínico se difundiu para controlar a hemorragia durante a cirurgia de revascularização coronária (CRC), aumenta a mortalidade nos cinco anos posteriores à intervenção cirúrgica, aponta um estudo divulgado no Journal of the American Medical Association (Jama).
 

 

Uma equipa médica da Ischemia Research and Education Foundation da Califórnia (oeste), EUA, mediu o índice de mortalidade em 3.876 pacientes tratados com três substâncias diferentes contra a hemorragia, entre elas a aprotinina (um inibidor da serina-protease com actividade antifibrinolítica), durante diferentes períodos de tempo nos cinco anos seguintes à CRC em 62 hospitais de vários países.
 

 

"Depois de cinco anos, houve 223 mortes em 1.072 pacientes operados que tinham sido tratados com aprotinina, ou seja, 20,8% do total, o que representa uma taxa de mortalidade quase 66% mais alta do que no grupo piloto", avaliou Tennis Mangano, um dos autores do estudo publicado no JAMA.
 

 

O estudo mostra que o índice absoluto de mortalidade nos pacientes, nos quais se administrou aprotinina, aumentava 5% em cinco anos e 1% por ano, em comparação às taxas de outros tratamentos, como os efectuados com ácidos aminocapróico e tranexâmico. "Estimamos que, no ano passado, a aprotinina tenha sido prescrita a pelo menos 200 mil pessoas no mundo inteiro que foram submetidas a uma cirurgia cardíaca e cujo perfil é semelhante ao dos pacientes do estudo", completou Mangano.
 

 

MNI- Médicos Na Internet
 

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