Urgências hospitalares podem ficar sem médicos a partir de abril

Declarações do dirigente da Federação Nacional dos Médicos

12 janeiro 2012
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As urgências hospitalares estão em perigo de ficar sem médicos suficientes a partir de abril, devido aos “milhares” de médicos que apresentaram as declarações individuais de recusa em fazer mais de 100 horas extraordinárias por ano.

 

De acordo com Mário Jorge Neves, dirigente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), a aprovação do Orçamento de Estado para 2012 foi seguida de uma “grande indignação” e de “muita raiva” por parte dos médicos, o que os terá levado a entregar as declarações às administrações hospitalares.

 

“O movimento é imparável e resulta da exclusiva responsabilidade do Ministério da Saúde e do governo, que soube atempadamente dos riscos e não fez nada”, revelou o dirigente.

 

Com estas declarações, adiantou, “os médicos apenas estão a exigir que se cumpra a lei para a qual foram atirados por via das disposições do Orçamento de Estado”.

 

O sindicalista alerta para as consequências, uma vez que já há diversos hospitais em que a maioria dos médicos deixou de fazer horas extraordinárias ou de assegurar serviços de urgência, o que a lei possibilita para os clínicos com mais de 55 anos.

 

Tendo em conta as declarações entregues, e o facto de normalmente em menos de três meses os médicos realizarem as 100 horas extraordinárias, a FNAM prevê complicações a partir de meados de abril.

 

“O Governo tem neste momento ao seu pescoço a corda que ele próprio teceu”, afirmou.

 

Mário Jorge Neves revelou ainda que, com o Orçamento de Estado para 2012, os médicos têm sido lesados em diversos aspetos, nomeadamente “ao nível dos descansos compensatórios por fins de semana, noites e feriados retirados e o impacto preocupante e extremamente delicado da redução das horas extraordinárias”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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