Urgências continuam, erradamente, a ser porta de entrada no SNS

Estudo por grupo de trabalho criado pelo Ministério da Saúde

02 dezembro 2019
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Nos serviços de urgência metade dos episódios não são verdadeiras urgências, mas continuam erradamente a ser a porta de entrada no SNS, segundo um diagnóstico feito por um grupo de trabalho.
 
O grupo de trabalho criado em janeiro pelo Ministério da Saúde para propor medidas que melhorassem os serviços de urgência hospitalares em Portugal sublinha que “há 20 anos” que este assunto é debatido: “é tempo de passar à ação”.
 
Um dos problemas identificados é a “alta prevalência de episódios de serviços de urgência inadequados”, o que afeta “negativamente os profissionais de saúde e reduz a qualidade do atendimento, com tempos de espera de diagnósticos ou tratamentos tardios”.
 
Há uma consistência identificada ao longo do tempo e o excesso de procura não se centra apenas no Inverno. Apenas cerca de 50% dos episódios observados nos serviços de urgência hospitalares correspondem a doentes urgentes, segundo a triagem de Manchester (por cores).
 
O documento propõe assim algumas medidas para tentar melhorar as urgências, como a criação de equipas fixas e da especialidade em medicina de urgência ou emergência e também uma melhor educação da população para encaminhar os casos agudos, mas não urgentes, para outro tipo de serviços, como os centros de saúde ou até para consultas abertas nos serviços de urgência hospitalares, que teriam de ser criadas.
 
Fonte oficial do Ministério da Saúde disse à Lusa que o relatório foi analisado, tendo sido considerado que “contém orientações estratégicas relevantes”, pelo que o Ministério decidiu enviar o documento para apreciação a vários organismos, como à Direção-geral da Saúde, INEM, Administrações Regionais de Saúde e Administração Central do Sistema de Saúde.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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