Universitários apoiam maternidade de substituição

Estudo conjunto da Universidade do Porto e da Associação Portuguesa de Bioética

26 dezembro 2011
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Um estudo das perspectivas da população universitária sobre a maternidade de substituição concluiu que a maioria dos inquiridos mostrou-se receptiva a aproveitar para si este recurso.

 

A maternidade de substituição consiste num acordo mediante o qual uma mulher – podendo ou não transmitir o seu próprio material genético – se compromete a gerar um filho, dá-lo à luz e posteriormente entregá-lo a outra mulher, renunciando em favor desta a todos os direitos sobre a criança.

 

O estudo, elaborado pelo serviço de Bioética da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) e pela Associação Portuguesa de Bioética (ANB) visou saber qual a opinião de jovens universitários sobre a legalização da maternidade de substituição.

 

O projecto em causa foi elaborado junto da população estudantil, com idade mediana de 22 anos, entre Outubro de 2008 e Julho de 2009.De uma amostra de 1.037 estudantes finalistas dos cursos superiores de economia e psicologia de universidades do Porto, Lisboa, Coimbra e Braga, foram recebidas 601 respostas, das quais 73,2 por cento de universitários do sexo feminino.

 

De acordo com o trabalho realizado, 67,7% dos jovens inquiridos são “favoráveis à maternidade de substituição para si” e 83% “entendiam que ela podia ser legalizada para outros”, salientou Rui Nunes, que coordenou este estudo.

 

“São resultados surpreendentes e atestam a evolução sociológica que muitos de nós antecipámos há muitos anos e que a própria Ordem dos Médicos já reconheceu, quando na última versão do código deontológico permite a prática da maternidade de substituição”, disse Rui Nunes, citado pela agência Lusa, que adiantou enviar o estudo para a Assembleia da República.

 

Esta prática é ilegal em Portugal, embora seja possível recorrer legalmente a este método em países como os EUA e o Brasil.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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