Unicef precisa de mais investimentos para lutar contra a mortalidade infantil
13 março 2003
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Os países ocidentais que despejam dinheiro na luta contra o terrorismo teriam um melhor retorno desse «investimento» se gastassem mais na luta para garantir a vida de milhões de crianças que morrem desnecessariamente em todo o mundo, afirmou uma importante autoridade da Organização das Nações Unidas (ONU) na passada terça-feira.
 

 

Carol Bellamy, chefe o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), afirmou à agência Reuters que os investimentos em medicina preventiva nos países pobres poderiam salvar crianças e, certamente, contribuiriam para a melhoria das suas condições de vida, eliminando assim uma das causas da violência nestes países.
 

 

«Concentrar-se apenas no terrorismo é ver apenas metade do quadro, ou talvez apenas um quarto dele», declarou Bellamy àquela agência noticiosa. E continua: «Acho que, a longo prazo, os esforços devem ser concentrados nos meios de prevenção que evitem um ambiente no qual se cria e se encoraja a desconfiança, o ódio e violência.»
 

 

A ideia de que o combate à pobreza é uma arma importante na luta contra o terrorismo é partilhada por muitos países que integram a aliança antiterrorista.
 

 

Segundo um relatório elaborado em conjunto pela Unicef e pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em cada ano que passa morrem quase 11 milhões de crianças devido a causas que poderiam ser evitadas ou evitadas de uma forma «barata», como o uso de redes contra mosquitos, a aplicação de planos de vacinação ou a ingestão de vitaminas.
 

 

Dessas mortes, 60 por cento devem-se à desnutrição. Por outro lado, as doenças fáceis de prevenir, como a pneumonia, a diarreia, a malária, o sarampo e a SIDA também são importantes causas da mortalidade infantil nos países pobres..
 

 

Como reflexão final, podemos ficar com uma afirmação da directora-geral da Organização Mundial de Saúde, Gro Harlem Brundtland: «Dos 11 milhões de crianças que morrem anualmente, 8 milhões são bebés - metade deles nos seus primeiros meses de vida.»
 

 

MNI – Médicos Na Internet

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