União da genética com a informática promete desenvolvimentos

Investigadores reunidos em Denver debatem futuro

18 fevereiro 2003
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A análise do genoma humano combinando a informática e a electrónica abre novas perspectivas de desenvolvimento de tratamentos futuros para doenças como as neurodegenerativas, diabetes ou tuberculose, explicaram investigadores reunidos em Denver (Colorado - EUA).
 

 

Esta combinação de altas tecnologias é o motor da genética aplicada, explicaram os investigadores durante vários seminários consagrados à genómica, no quadro da reunião anual da Associação norte-americana para o Progresso da Ciência (AAAS).
 

 

Segundo os cientistas, os avanços na área da genómica não teriam sido possíveis sem a potência de cálculo conferida pela informática, face aos três milhões de letras que compõem o genoma e aos milhares de células do corpo humano, cada uma regulada por milhares de genes que interagem entre si.
 

 

«O objectivo da sequenciação do genoma humano era definir os genes, o objectivo da fase seguinte é determinar como os genes (e as proteínas que codificam) estão interligados, como circuitos integrados nas células», explicou Trey Ideker, um dos investigadores presentes em Denver.
 

 

Para descobrir estas interligações, os investigadores recorrem a mini-laboratórios do tamanho de um selo de correio, chamados «microredes de ADN (ácido desoxirribonucleico)» ou «chips ADN», capazes de fornecer o bilhete de identidade de qualquer gene expresso por uma célula previamente retirada de um doente.
 

 

É graças a estes «biochips» que os investigadores tentam compreender o papel de certos genes em doenças infecciosas ou neurodegenerativas, na esperança de desenvolverem tratamentos para o futuro.
 

 

Investigadores da Faculdade de Medicina Johns Hopkins e do Instituto Kennedy Kriger afirmaram domingo ter identificado, graças a um chip de ADN, certas expressões genéticas associadas ao autismo, à trissomia 21 e a outras doenças.
 

 

Se o chip ADN contém promessas sem limites, a exploração dos dados que fornece poderá ser ainda melhorada pelo armazenamento e partilha das informações em gigantescos bancos de dados que todos os investigadores possam consultar.
 

 

Fonte: Lusa
 

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