Uma única célula permitirá descobrir um criminoso

Investigação australiana avança técnicas forenses

31 outubro 2002
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Uma única célula do corpo de um criminoso é quanto basta para o desmascarar, anunciam os media australianos destacando uma técnica desenvolvida por um cientista da Universidade de Queensland.
 

 

As actuais técnicas forenses de ADN (ácido desoxirribonucleico) precisam de entre 200 a 500 células para produzir material suficiente que permita identificar a identidade de uma pessoa, enquanto que a nova técnica requer apenas uma célula.
 

 

Ian Findlay, do Departamento de Investigação Genómica da Universidade de Queensland, assegurou que o nível de precisão da sua técnica é de dez mil milhões para um, segundo indicou a cadeia de televisão local "Channel 9".
 

"Cada célula do corpo de um indivíduo contém um ADN dactilar único. Uma pessoa não pode apagar ou alterar o seu ADN dactilar", explicou o cientista australiano.
 

 

A nova técnica, explicada em Sydney durante o "Fórum Espião contra Espião", vai servir na investigação de documentos fraudulentos, na luta contra o terrorismo e, em especial, na resolução de crimes passados.
 

 

"A informação ADN de grande importância permanece intacta durante décadas, até séculos. Agora será possível resolver os crimes mais difíceis cometidos no país", considerou Findlay.
 

 

A tecnologia forense baseada na reacção em cadeia de polimerasa (PCR) e técnicas de análise de sequência do ADN permite detectar células humanas em superfícies como o papel, plástico ou peças de vestuário.
 

 

"Seria necessário alguém usar um fato espacial para não deixar vestígios. E como se podem identificar células deixadas num papel, é possível detectar de onde este provém e quem lhe tocou", disse o cientista da Universidade de Queensland.
 

 

"Assim seremos capazes de determinar não só a autenticidade dos documentos mas também por onde passaram e as pessoas que lhe tocaram", acrescentou Findlay.
 

 

Fonte: Lusa
 

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